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terça-feira, 9 de setembro de 2025

Quanto de você está naquilo que odeia no outro?




Quanto de você está naquilo que odeia no outro? 

Psicoarteterapeuta e Psicanalista Abilio Machado

Há situações raras, mas que ocorrem com frequência, como estar entre os nossos e por algum motivo, um atrito resulta em inúmeras acusações. Somos confrontados e pressionados, não gostamos de tal situação e este incômodo nos conduz às trevas, que se manifestam pela raiva, mágoa, tristeza e frustração. A pergunta que não fazemos: O que existe de verdade nisso? Todas as vezes que deixamos de viver a nossa verdade em razão de conceitos alheios significa que o preconceito é nosso e não dos outros. O preconceito nada mais é do que o medo de encarar a verdade diante de si e do mundo. O medo será sempre uma fonte de sofrimento. A coragem é parte essencial da cura; cabendo o restante à verdade. Saber exatamente quem somos, sem subterfúgios, é o passo inicial para a jornada rumo à libertação e a paz.
É preciso sensibilidade, sutileza e amor para quando abordamos a verdade do outro, pois nem sempre ele estará pronto para o confronto. Pode não ser o melhor momento ou talvez não sejamos os melhores mensageiros. Que nunca falte paciência e compaixão. No entanto, quando se trata da verdade sobre a nossa própria vida, ela é simples, sim. Apenas precisa de amor e coragem para ser tratada, o que nem sempre é fácil. É impressionante como abdicamos do poder que temos.
Ser forte é uma escolha que fazemos todos os dias. A coragem, como todas as demais virtudes, está ao lado, está à frente, está à disposição de todos. Ela está dentro de cada um, adormecida, à espera de um leve chamado para despertar e se tornar companheira. A todo momento temos a escolha de enfrentar ou fugir das dificuldades. Não há como fugir das dificuldades, uma vez que elas são as lições que nos cabem. Na realidade, apenas adiamos a batalha até o dia em que ela nos alcança. Podemos sim adiar a luta até o último instante. O problema é que nesse caso prolongamos o sofrimento. Coragem, não se perca de si mesmo e tenha fé no seu caminho. Todos os dias busque saber quem ainda você não é...

Paz profunda
Abilio Machado

quinta-feira, 18 de maio de 2023

A verdadeira libertação

 pôs Abilio Machado




A verdadeira libertação é um conceito que transcende as fronteiras da psicologia e da teologia, combinando elementos das duas disciplinas para explorar a busca pela liberdade em um sentido mais profundo e holístico.


Na psicologia, a libertação é frequentemente associada à libertação das amarras mentais e emocionais que nos impedem de viver plenamente. É um processo de autoconhecimento e cura, onde buscamos identificar e confrontar nossos medos, traumas e padrões de pensamento limitantes. Através desse trabalho interno, podemos encontrar a liberdade de sermos nós mesmos, de expressar nossas emoções de forma saudável e de viver de acordo com nossos valores e propósitos.


Já na teologia, a libertação está relacionada ao conceito de redenção e salvação espiritual. É a busca pela liberdade das correntes do pecado, da separação de Deus e das estruturas opressivas que limitam a plenitude da vida. É um chamado para romper com as amarras do egoísmo, da ganância, do ódio e da injustiça, e abraçar o amor, a compaixão e a justiça divina.


Quando combinamos esses dois campos, a psicologia e a teologia, encontramos uma abordagem abrangente e poderosa para a verdadeira libertação. É reconhecer que a liberdade não é apenas uma questão individual, mas também uma busca coletiva e espiritual. É a jornada de cura interior, ao mesmo tempo em que nos conectamos com algo maior do que nós mesmos.


A verdadeira libertação começa quando nos abrimos para a possibilidade de uma transformação profunda e duradoura. É ter coragem de olhar para dentro, enfrentar nossos medos e desafios, e buscar ajuda quando necessário. É também ter uma visão mais ampla do mundo e se engajar ativamente em causas justas e solidárias.


Essa jornada de libertação nos leva a reconhecer a nossa interconexão com os outros seres humanos e com o universo. Compreendemos que a busca pela liberdade não deve ser egoísta, mas sim inclusiva e empática. É o despertar para a compaixão, o perdão e a reconciliação.


A verdadeira libertação não é apenas um objetivo final, mas um processo contínuo de crescimento, aprendizado e evolução. É um convite para nos tornarmos pessoas mais autênticas, compassivas e conscientes, que contribuem para a transformação positiva do mundo.


Portanto, a verdadeira libertação vai além das amarras individuais, alcançando a dimensão coletiva e espiritual. É uma jornada de autoconhecimento, cura interior e conexão com algo maior. É o caminho para vivermos uma vida plena, livre das correntes que nos aprisionam, e em harmonia com nós mesmos, com os outros e com o divino.

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