quinta-feira, 22 de outubro de 2026

A PSICOLOGIA NÃO CABE NUM CRACHÁ

 Depois das manifestações de psicólogos de direita que estavam se vendo encurralados por anos pelo sequestro da psicologia pelas ideologias da esquerda eis que o conselho se manifestou nas redes sociais falando sobre o código de ética do profissional:



O Código de Ética Profissional delineia as responsabilidades e os deveres da categoria, oferece diretrizes para a sua formação e baliza o julgamento de suas ações, fortalecendo e ampliando o significado social da profissão.



Em período eleitoral, vale lembrar: o Código veda a indução de convicções políticas no exercício da profissão. A pessoa atendida tem total autonomia para pensar, decidir e votar. 



Nosso compromisso fundamental é com a eliminação de qualquer forma de negligência, discriminação, violência ou opressão, pautando a atuação na análise crítica da realidade e das relações de poder.




Porém minha resposta a isso é:



A Psicologia não cabe num crachá

Por muito tempo, dizem alguns psicólogos, a Psicologia teria sido tomada por uma pauta política, ideologica e partidária. Agora, profissionais se apresentam publicamente como de direita — como quem tira do bolso um crachá que sempre esteve ali, mas que talvez tivesse medo de mostrar. E, nesse novo capítulo, entra em cena o conselho para falar de ética.


O recado do CFP é direto: o Código de Ética orienta deveres, responsabilidades e julgamentos profissionais; em período eleitoral, veda induzir convicções políticas. Quem procura atendimento continua dono do próprio pensamento, das próprias decisões e do próprio voto. Parece simples. Mas, como quase tudo que importa na vida pública, a frase não encerra a discussão: abre uma pergunta sobre o que significa, afinal, não induzir, principalmente se buscar pelo histórico da entidade.


Um psicólogo não precisa esconder suas ideias, fingir que não tem opinião ou deixar a cidadania na porta do consultório. Pode pensar à direita, à esquerda, no centro ou fora das prateleiras partidárias. Pode criticar conselhos, políticas públicas e consensos profissionais. O que não pode é usar a assimetria da relação terapêutica para transformar a escuta em palanque — nem fazer da confiança do paciente uma oportunidade de conversão. A regra vale para todos, inclusive para quem se considera imune à ideologia ou submerso bela de corpo e mente, a ponto de saírem na marcha da maconha com liberação do próprio conselho que puniu uma psicóloga por dizer que era psicóloga cristã.

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Depois de sofrerem por anos vendo a psicologia ser sequestrada por pautas ideológicas da esquerda, psicólogos se manifestam e se assumem de direita, eis que então agora entra o CPF para falar de Etica, desenvolva uma crônica crítica usando o que o conselho diz e as mensagens dos psicólogos: O Código de Ética Profissional delineia as responsabilidades e os deveres da categoria, oferece diretrizes para a sua formação e baliza o julgamento de suas ações, fortalecendo e ampliando o significado social da profissão.


Em período eleitoral, vale lembrar: o Código veda a indução de convicções políticas no exercício da profissão. A pessoa atendida tem total autonomia para pensar, decidir e votar. 


Nosso compromisso fundamental é com a eliminação de qualquer forma de negligência, discriminação, violência ou opressão, pautando a atuação na análise crítica da realidade e das relações de poder.


#DescriçãodaInagem : carrossel com 8 cards que explicam a importância do Código de Ética Profissional da Psicóloga e do Psicólogo, destacando princípios éticos, cuidado, escuta segura, direitos fundamentais e compromisso da Psicologia com a sociedade.


#ÉticaÉCuidado #ÉticaProfissional #CódigoDeÉtica

🧠💚💛 A PSICOLOGIA É NOSSA!


A Psicologia não tem partido, não tem proprietário e não pode ser aprisionada por nenhuma corrente ideológica. Ela pertence à ciência, ao conhecimento, à ética e, sobretudo, às pessoas.


Psicólogos, psicanalistas, estudantes e profissionais da saúde mental têm o direito de pensar criticamente, divergir e dialogar sem serem reduzidos a rótulos políticos. A pluralidade de ideias não ameaça a Psicologia; o que a ameaça é transformar o conhecimento em instrumento de doutrinação.


A saúde mental não escolhe lado político. O sofrimento humano não pede título ideológico para ser acolhido. E a escuta profissional não pode ser condicionada à concordância com quem fala.


Defender a Psicologia é defender a liberdade de pensar, a responsabilidade científica e o respeito à dignidade humana.


Porque cuidar da mente exige compreender o ser humano em sua complexidade, não enquadrá-lo em nossas próprias convicções.


E você, acredita que a Psicologia deve acolher a diversidade de pensamentos ou se submeter a uma única visão de mundo?


A Psicologia não cabe num crachá

A palavra sequestro sobre está ocupação que veio ocorrendo se refere a tomar para si pautas e distorcer a conduta do psicólogo, um bom exemplo: cabe ao psicólogo cuidar da saúde mental, acolher, ajudar na recuperação e transformação de jovens viciados em drogas e álcool, qual foi a distorção pela ideologia? Psicólogos participarem ativamente da marcha da maconha mostrando uma inversão total da psicologia essencial. E quando estão  inseridos nos direitos humanos não defenderem o direito da vítima mas dão todo o apoio irrestrito ao acusado pelos crimes. Quando envolvidos na ação social esquecem que a miséria não tem cor, origem ou religião, mas assumidamente tem suas preferência. Outro exemplo uma vila conhecida por ser invasão e extremamente pobre, uma casa (barraco) ao lado da outra, uma ganha benefícios e a outra não, por quê? Porque uma é protegida e a outra não mesmo que passe por igual e as vezes pior condições, mas as psicologia tem que pagar o pedágio as o serviço social.

A crítica ao “sequestro” da Psicologia não precisa significar que psicólogos devam se calar sobre temas públicos. A questão é outra: quando a militância passa a ocupar o lugar do cuidado, vale perguntar se a prática continua orientada pelas necessidades de quem sofre. Se jovens com dependência precisam de acolhimento e apoio para a recuperação, a participação de profissionais em uma marcha política pode suscitar um debate legítimo sobre prioridades e coerência — embora, isoladamente, não prove desvio ético. Do mesmo modo, a defesa dos direitos humanos não pode se converter em atenção exclusiva ao acusado, como se a vítima desaparecesse da cena. Os direitos de quem sofreu violência também exigem proteção, escuta e respeito. O desafio é não transformar a ética em bandeira seletiva: ela deve valer para vítimas, acusados e pessoas atendidas, sem que a convicção política do profissional determine quem merece cuidado.

É justo perguntar onde, por quem e de que maneira.  Chamar de ideologia toda análise das relações de poder não torna a análise falsa; do mesmo modo, invocar a ética não torna ninguém automaticamente justo.


O próprio conselho afirma que o compromisso da categoria inclui combater negligência, discriminação, violência e opressão, com análise crítica da realidade e das relações de poder. Isso não precisa ser senha de partido. É uma orientação sobre o que a profissão não deve normalizar. A crítica começa quando se tenta identificar, sem argumentos, uma obrigação ética com uma preferência eleitoral — ou quando se usa a obrigação ética para calar toda divergência.


“A Psicologia não tem dono”, dizem os profissionais nas mensagens. O plural é bonito, desde que não vire escritura de propriedade. A Psicologia não pertence ao conselho, a uma militância, a um grupo de direita nem a uma corrente teórica. Pertence a uma história de conhecimento, de debate e de responsabilidade pública. E, na prática clínica, a pessoa atendida não é território a ser conquistado por nenhum desses grupos.


A ciência não exige que psicólogos tenham todos a mesma opinião política. A ética exige algo menos confortável: que reconheçam o poder que exercem na relação profissional e não o usem para impor suas convicções. Acolher a diversidade de pensamento não é concordar com tudo; é não fazer do desacordo uma condição para oferecer cuidado.


No fim, talvez a pergunta não seja quem tem direito de dizer “a Psicologia é nossa”. É se, diante de alguém vulnerável, o profissional consegue lembrar que a conversa não é sobre vencer uma disputa política. A escuta não tem voto a conquistar. Tem uma pessoa diante dela. E essa pessoa, como lembra o Código, conserva o direito de pensar, decidir e votar por conta própria.


#DescriçãodaInagem : carrossel com 9 cards - 8 cards que explicam a importância do Código de Ética Profissional da Psicóloga e do Psicólogo, destacando princípios éticos, cuidado, escuta segura, direitos fundamentais e compromisso da Psicologia com a sociedade. 1 card que demonstra claramente o posicionamento contra a ocupação dos conselhos por pautas ideológicas e partidária.


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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

SUA ORIGEM NÃO DEFINE SEU DESTINO



Sua origem não define seu destino

Abilio Machado Psicanalista e Psicoarteterapeuta


Introdução

Há uma frase que ouvimos desde a infância, em tom de sentença: "de onde você veio, você não sai". Ela aparece em conversas de família, em comentários de vizinhos, às vezes até dentro da nossa própria cabeça, quando julgamos que nossas oportunidades já estavam decididas antes mesmo de chegarmos à idade adulta. No meu caso ouvia muito de duas pessoas que pela posição e representatividade não deveriam usá-la, nem sempre na mesma composição gramática porém com a mesma interpretação é significado. Uma era freira e diretora do colégio que estudei, o outro era professor de língua portuguesa. A freira costumava dizer 'uma vez filho de operário será sempre operário' e ele dizia 'só vai servir prá chão de fábrica'. Entre outras frases daqueles que deveriam proteger e direcionar as crianças só futuro, pois outra frase muito usada ' a criança é o futuro do país.' 


Este artigo parte de uma convicção simples e libertadora: sua origem não define seu destino. Ela influencia, sim, quem você é e como aprendeu a enxergar o mundo, mas não tem o poder de decidir por você aquilo que ainda pode se tornar. Você não escolheu o ponto de partida, mas pode escolher, a cada dia, a direção do caminho.


Desenvolvimento

A origem como ponto de partida, não como sentença

Sigmund Freud (1914/1996), em Recordar, repetir e elaborar, mostrou que o passado tende a se repetir enquanto não é compreendido. O ponto central de sua obra, porém, não é a fatalidade, e sim a possibilidade de elaboração: ao trazer à consciência aquilo que nos determina, abrimos espaço para escolhas que antes não enxergávamos. A origem, nessa perspectiva, é matéria-prima para a transformação.


Donald Winnicott (1971/2019), em Tudo começa em casa, lembra que o ambiente inicial importa muito, mas que a vida psíquica não se resume a ele. Para o autor, o que chamamos de "suficientemente bom" é o cuidado capaz de sustentar o desenvolvimento, e não a perfeição. Ou seja, mesmo quando faltou acolhimento, a pessoa pode construir, ao longo da vida, novas formas de se sustentar.


Resiliência: a capacidade de seguir em frente

Boris Cyrulnik (1999), neuropsiquiatra e pesquisador da resiliência, sobreviveu à infância marcada pela guerra e pela perda da família. Em suas obras, ele defende que o trauma não é destino: a resiliência é um processo que envolve vínculos, sentido e a possibilidade de reescrever a própria história. Para Cyrulnik, o ser humano é um "tecelão" de significados, capaz de transformar feridas em narrativas de força.


Edith Eva Eger (2017), psicóloga sobrevivente de Auschwitz, relata em A escolha que, mesmo diante da violência extrema, ainda havia um espaço interno que ninguém podia tomar. Sua trajetória mostra que a liberdade interior pode persistir mesmo quando as condições externas são devastadoras, e que a forma como interpretamos o que nos aconteceu pode abrir ou fechar futuros.


O sentido como motor da vida

Viktor Frankl (1946/2008), psiquiatra que sobreviveu aos campos de concentração nazistas, escreveu em Em busca de sentido: "Ao homem pode ser tirada tudo, menos a última das liberdades humanas: a escolha da atitude pessoal em qualquer circunstância." Essa frase resume uma das ideias mais poderosas da psicologia: entre o que nos acontece e a resposta que damos existe um espaço de liberdade.


Frankl também observou que quem encontra um sentido para a própria vida suporta melhor as adversidades. Assim, o destino não é apenas aquilo que o passado determinou, mas aquilo que construímos ao dar significado às nossas experiências.


Psicoarteterapia: criar novas narrativas

A psicoarteterapia utiliza linguagens artísticas (desenho, escrita, música, movimento, colagem) como caminhos para acessar sentimentos que nem sempre encontram palavras. Ao criar, a pessoa se reconhece como autora da própria história, e não apenas como personagem de um roteiro escrito por outros.


Carl Rogers (1961/2009), em Tornar-se pessoa, afirma que a mudança acontece quando o indivíduo se sente aceito e compreendido, o que lhe permite abandonar defesas rígidas e explorar novas possibilidades de ser. A arte, nesse contexto, funciona como um espaço seguro para essa exploração.


Discussão

Ao longo dessas referências, percebe-se um fio condutor: a origem influencia, mas não sentencia. Ela pode oferecer recursos, como afeto, cultura, habilidades e valores, e também pode trazer desafios, como carências, traumas e crenças limitantes. Em ambos os casos, o que determina o rumo é a relação que estabelecemos com essa herança.


Isso não significa negar a dor nem minimizar as desigualdades sociais, econômicas e familiares, que existem e exigem reconhecimento. Significa, porém, reconhecer que a pessoa não é um resultado fixo de suas circunstâncias. Há sempre algum grau de movimento possível: uma nova escolha, uma relação que cura, uma atividade que desperta talento, um sentido que reorganiza a vida.


Na prática clínica e no cotidiano, a pergunta mais útil talvez não seja "por que eu sou assim?", e sim "o que eu quero construir a partir de agora?". A primeira pergunta pode nos ajudar a compreender. A segunda nos convida a agir.


Conclusão

Você não precisa ter nascido em um lugar ideal para construir uma vida com sentido. Sua história inicial é parte de quem você é, mas não é o limite de quem você pode se tornar. Cada passo consciente, cada vínculo cultivado, cada criação que expressa a sua verdade é uma afirmação de que o futuro ainda está aberto.


Por isso, deixo um convite: olhe para a sua origem com compaixão e curiosidade, mas não permita que ela seja o último capítulo. O seu destino é escrito por você, a partir de hoje.


Referências

BOSI, Ecléa. O tempo vivo da memória. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003.


CYRULNIK, Boris. Un merveilleux malheur. Paris: Odile Jacob, 1999.


EGER, Edith Eva. A escolha: a liberdade está dentro de você. Rio de Janeiro: Sextante, 2017.


FRANKL, Viktor E. Em busca de sentido. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2008. (Obra original publicada em 1946.)


FREUD, Sigmund. Recordar, repetir e elaborar (1914). In: Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1996. v. XII.


ROGERS, Carl R. Tornar-se pessoa. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2009. (Obra original publicada em 1961.)


WINNICOTT, Donald W. Tudo começa em casa. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2019. (Obra original publicada em 1971.)

domingo, 18 de outubro de 2026

Afinal, o que faz um professor? Na pior das hipóteses, faz toda a diferença.

 


Afinal, o que faz um professor? Na pior das hipóteses, faz toda a diferença.


Por Abilio Machado


Afinal, o que faz um professor?


Ensina a ler, escrever, calcular, interpretar textos, compreender a História, questionar a realidade e descobrir que o mundo é muito maior do que aquilo que cabe dentro de uma sala de aula.


Mas, pensando bem, isso ainda é pouco.


Porque, na pior das hipóteses, um professor faz toda a diferença.


E perceba a ironia dessa afirmação. Em uma sociedade que frequentemente questiona o valor da educação, desvaloriza o magistério e cobra resultados imediatos de processos que exigem tempo, encontramos uma profissão cujo verdadeiro impacto nem sempre pode ser medido por provas, notas ou estatísticas.


Um professor pode passar anos ensinando alguém que talvez nunca se lembre de uma fórmula, de uma data ou de uma definição. Entretanto, aquele estudante pode carregar pela vida inteira uma pergunta que o professor fez, uma palavra de incentivo que recebeu ou a descoberta de que era capaz de aprender algo que julgava impossível.


O conteúdo pode ser esquecido. A experiência de ter sido transformado, nem sempre.


O professor não ensina apenas aquilo que sabe


Existe uma diferença entre transmitir informações e participar da formação de uma pessoa.


Informações podem ser encontradas em livros, plataformas digitais e ferramentas de inteligência artificial. O conhecimento, porém, exige interpretação, contexto, discernimento e capacidade de estabelecer relações entre aquilo que aprendemos e aquilo que vivemos.


É nesse processo que a presença do professor continua sendo fundamental.


Ele não é apenas alguém que apresenta respostas. É também quem ensina a formular perguntas melhores, a desconfiar de certezas precipitadas, a reconhecer contradições e a compreender que pensar não significa simplesmente concordar ou discordar.


Ensinar é ajudar o outro a desenvolver autonomia intelectual.


E isso exige muito mais do que dominar uma disciplina. Exige sensibilidade para perceber que cada estudante chega à sala de aula trazendo uma história que nem sempre aparece no boletim escolar.


Há quem chegue com fome. Há quem tenha dormido pouco. Há quem esteja enfrentando conflitos familiares, insegurança, violência, ansiedade ou a dolorosa sensação de não pertencer a lugar algum.


O professor não pode resolver todos esses problemas, nem deve ser responsabilizado sozinho por isso. Mas pode ser a primeira pessoa, naquele dia, a olhar para um estudante e enxergar alguém além de suas dificuldades.


Às vezes, a diferença começa exatamente aí.


Na pior das hipóteses...


Gosto particularmente dessa expressão: “na pior das hipóteses”.


Ela parece diminuir a importância do que vem depois, mas acaba fazendo justamente o contrário.


Na pior das hipóteses, o professor ensina uma criança a ler. E essa criança passa a ter acesso a mundos que antes lhe eram inacessíveis.


Na pior das hipóteses, ajuda um adolescente a descobrir que sua dificuldade em determinada disciplina não significa incapacidade para aprender.


Na pior das hipóteses, ensina alguém a argumentar sem agredir, a discordar sem desumanizar e a reconhecer que o conhecimento exige humildade.


Na pior das hipóteses, apresenta um livro que desperta uma vocação, uma experiência artística que abre novas possibilidades de expressão ou uma pergunta filosófica que acompanha alguém por décadas.


Na pior das hipóteses, faz um estudante perceber que não precisa repetir a história que lhe contaram sobre si mesmo.


E, na pior das hipóteses, faz toda a diferença.


Porque educar não é garantir que todos percorram o mesmo caminho. É oferecer condições para que cada pessoa descubra caminhos que talvez nem soubesse que existiam.


O professor diante das invisibilidades


Quem trabalha com educação sabe que nem toda transformação é imediatamente visível.


Há estudantes que demonstram aprendizado nas notas. Outros revelam avanços na maneira de se comunicar, na capacidade de trabalhar em grupo, na disposição para perguntar ou na coragem de tentar novamente depois de errar.


Nem todo progresso aparece em uma avaliação.


Uma criança que finalmente consegue ler uma frase sozinha experimenta algo que vai muito além da decodificação das palavras: descobre que é capaz de realizar uma tarefa que antes parecia distante.


Um adolescente que aprende a defender suas ideias sem precisar humilhar os colegas começa a desenvolver uma competência essencial para a vida em sociedade.


Um estudante que se reconhece em uma obra de arte pode encontrar uma linguagem para sentimentos que ainda não conseguia expressar.


São acontecimentos aparentemente pequenos. Mas a vida humana é construída também por essas pequenas mudanças.


O problema é que a sociedade costuma celebrar os resultados e ignorar o processo. Queremos profissionais competentes, cidadãos críticos, pessoas emocionalmente maduras e indivíduos capazes de conviver com as diferenças, mas nem sempre reconhecemos o trabalho cotidiano de quem participa dessa formação.


Cobramos da educação aquilo que, muitas vezes, não estamos dispostos a valorizar.


Quando o professor deixa marcas


Nem todo professor será lembrado pelo nome de sua disciplina. Alguns serão lembrados por uma frase. Outros, por uma atitude. Há aqueles que serão recordados porque acreditaram em alguém quando ninguém mais parecia acreditar.


Isso não transforma o professor em herói, nem significa que todos os educadores sejam extraordinários em todos os momentos.


Professores são seres humanos. Também se cansam, erram, frustram-se e precisam de apoio, formação, condições dignas de trabalho e reconhecimento profissional.


Idealizar a docência como uma missão de sacrifício permanente é outra forma de desvalorizar quem a exerce.


O professor não precisa viver exausto para provar que ama ensinar. Precisa de condições para ensinar bem.


Não basta homenageá-lo em uma data comemorativa enquanto se ignora a precarização de seu trabalho. Não basta dizer que a educação transforma vidas se não houver investimento, respeito à profissão e compromisso coletivo com a aprendizagem.


Reconhecer a importância do professor significa ir além dos aplausos.


Significa compreender que a qualidade da educação não pode depender exclusivamente da dedicação individual de quem está diante de uma turma.


Ensinar também é um ato de responsabilidade social


Uma sociedade que educa não está apenas preparando pessoas para o mercado de trabalho. Está formando indivíduos capazes de compreender seus direitos, reconhecer seus deveres, participar da vida pública e questionar as estruturas que organizam a realidade.


A educação não elimina automaticamente as desigualdades, nem garante que todo estudante terá as mesmas oportunidades. Mas pode ampliar possibilidades, oferecer instrumentos de compreensão e ajudar a romper ciclos de exclusão.


É por isso que o acesso ao conhecimento importa tanto.


Quando ensinamos alguém a pensar criticamente, não estamos determinando o que essa pessoa deverá pensar. Estamos oferecendo ferramentas para que ela possa construir suas próprias conclusões, confrontar argumentos e rever suas posições diante de novas evidências.


Um professor comprometido com a formação humana não precisa produzir estudantes que concordem com ele. Precisa contribuir para que desenvolvam a capacidade de pensar com autonomia e responsabilidade.


Talvez seja justamente essa uma das maiores contribuições da educação: permitir que o sujeito deixe de ser apenas espectador da própria história e passe a participar conscientemente de sua construção.


Afinal, o que faz um professor?


Ele ensina conteúdos, desenvolve habilidades, orienta processos de aprendizagem e participa da formação de pessoas.


Mas também pode despertar curiosidades, ampliar horizontes, questionar preconceitos, estimular a criatividade e ajudar alguém a reconhecer possibilidades que antes não conseguia enxergar.


Nem sempre saberá o alcance de seu trabalho.


Talvez nunca descubra que aquele estudante, anos depois, escolheu uma profissão porque uma aula despertou seu interesse. Talvez jamais saiba que uma conversa ajudou alguém a atravessar um momento difícil. Talvez não receba reconhecimento por uma transformação que só será percebida muito tempo depois.


Ainda assim, continua ensinando.


E é por isso que a frase permanece tão poderosa.


Afinal, que faz um professor?


Na pior das hipóteses, ensina alguém a ler o mundo.


Na melhor, ajuda esse alguém a descobrir que também pode transformá-lo.


E, entre uma hipótese e outra, existe uma infinidade de vidas tocadas pelo conhecimento, pela escuta e pela oportunidade de aprender.


Talvez não consigamos medir toda a diferença que um professor faz. Mas certamente podemos escolher se vamos reconhecê-la ou continuar fingindo que ela não existe.


Porque uma sociedade que desvaloriza seus professores pode até continuar produzindo informações.


O que precisa explicar é como pretende formar pessoas capazes de compreendê-las, questioná-las e utilizá-las para construir um mundo melhor.


Na pior das hipóteses, um professor faz toda a diferença. E talvez seja justamente por isso que precisamos levar a educação tão a sério.

“Na pior das hipóteses, ensina alguém a ler o mundo. Na melhor, ajuda esse alguém a descobrir que também pode transformá-lo.”

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Abilio Machado


Psicanalista e Psicoterapeuta | Arte-educador


Educar é mais do que transmitir conhecimento: é ampliar as possibilidades de alguém compreender a si mesmo, o outro e o mundo.

“Viu, quando você precisa, eu levanto!” — A ereção, o envelhecimento e a masculinidade em questão

 


“Viu, quando você precisa, eu levanto!” — A ereção, o envelhecimento e a masculinidade em questão


Por Abilio Machado — Psicanalista e Psicoterapeuta


O que uma piada sobre um velho e seu pênis revela sobre o medo masculino de envelhecer, perder a potência e deixar de se sentir desejado?


Quando o humor revela aquilo que o homem não consegue dizer


Um velho acorda de madrugada com vontade de urinar. Levanta-se, caminha até o banheiro e, antes de começar a fazer suas necessidades, olha para o próprio pênis e dispara:


— Está vendo? Quando você precisa, eu levanto! Agora, quando eu preciso de você, você não levanta!


É impossível não perceber o humor da situação. Afinal, o velho parece ter descoberto que seu companheiro de tantas décadas desenvolveu uma vontade própria: atende ao chamado da bexiga, mas já não responde com a mesma disposição aos desejos sexuais do seu proprietário.


Rimos porque reconhecemos a ironia. Mas, depois da risada, fica uma pergunta que merece ser feita: o que acontece com um homem quando seu corpo deixa de responder da maneira como ele aprendeu a esperar?


A anedota nos oferece uma oportunidade para conversar sobre um tema que ainda carrega constrangimentos, preconceitos e silêncios: a disfunção erétil no envelhecimento masculino.


E, antes que alguém pense que estamos falando apenas de sexo, vale esclarecer: estamos falando também de identidade, autoestima, afetividade, saúde e da maneira como aprendemos a compreender nossa própria masculinidade.


O envelhecimento não aposenta o desejo


Existe uma crença cultural persistente de que a sexualidade pertence à juventude e de que, depois de determinada idade, o homem deveria simplesmente aceitar o fim da vida sexual.


Essa ideia é tão equivocada quanto injusta.


Envelhecer não significa necessariamente deixar de desejar, de sentir atração ou de buscar intimidade. O que pode mudar é a resposta do organismo, o ritmo da excitação, a disposição física e a maneira de vivenciar o prazer.


A ereção pode demorar mais para acontecer, exigir estímulos diferentes ou apresentar menor rigidez. O período de recuperação depois do orgasmo também pode aumentar.


Essas mudanças não são iguais para todos os homens. E existe uma distinção fundamental: a disfunção erétil é caracterizada pela dificuldade persistente de obter ou manter uma ereção suficiente para uma atividade sexual satisfatória. Não deve ser confundida com um episódio ocasional em que o corpo simplesmente não correspondeu à expectativa.


A disfunção erétil torna-se mais frequente com a idade, mas não deve ser considerada uma consequência inevitável do envelhecimento. Há causas que podem ser investigadas e tratamentos que podem ajudar.


Portanto, não se trata de exigir que o corpo de um homem de setenta anos funcione exatamente como funcionava aos vinte. Trata-se de reconhecer suas mudanças sem transformar cada dificuldade em uma sentença definitiva.


Quando o pênis deixa de ser apenas um órgão


Aqui começamos a entrar no território da psicologia e da psicanálise.


Para muitos homens, o pênis representa muito mais do que uma parte da anatomia. Culturalmente, ele foi associado à potência, à força, à virilidade, à capacidade de conquistar e até ao valor pessoal.


Desde cedo, muitos aprendem que o homem precisa estar sempre pronto, disponível e capaz de corresponder sexualmente. A ereção, nesse imaginário, torna-se quase uma comprovação de masculinidade.


O problema começa quando essa associação se transforma em uma exigência.


Se o corpo responde, o homem sente-se seguro. Se não responde, pode experimentar vergonha, frustração, medo de decepcionar e uma sensação de perda que ultrapassa o acontecimento físico.


Ele não pensa apenas: “Hoje não consegui ter uma ereção”.


Pode pensar: “Será que deixei de ser homem?”.


Perceba a diferença.


Na primeira situação, temos uma dificuldade que precisa ser compreendida. Na segunda, temos uma dificuldade transformada em julgamento sobre a própria identidade.


É nesse ponto que a experiência fisiológica pode adquirir uma dimensão emocional dolorosa.


O medo do fracasso pode se tornar parte do problema


Imagine um homem que teve uma dificuldade de ereção em determinada ocasião.


Na próxima tentativa de intimidade, em vez de se permitir viver o encontro, começa a vigiar o próprio corpo.


Será que vai funcionar?


Será que ela vai perceber?


E se acontecer novamente?


A atenção, antes dirigida ao prazer, ao contato e à outra pessoa, passa a se concentrar no desempenho. O homem tenta controlar uma resposta fisiológica complexa, como se precisasse demonstrar sua capacidade diante de uma banca examinadora.


O quarto, que poderia ser um espaço de intimidade, transforma-se em um lugar de avaliação.


A ansiedade pode interferir na resposta sexual, e o medo de uma nova dificuldade pode contribuir para sua repetição.


Isso não significa que toda disfunção erétil tenha origem emocional. Problemas vasculares, diabetes, alterações neurológicas, determinados medicamentos, questões hormonais e outras condições de saúde podem estar envolvidos. Muitas vezes, fatores físicos e psicológicos coexistem.


O cuidado adequado começa justamente quando deixamos de procurar uma explicação única para todos os casos.


O homem não precisa escolher entre admitir que seu corpo mudou e reconhecer que está sofrendo emocionalmente. As duas coisas podem ser verdadeiras ao mesmo tempo.


O corpo tem suas razões: a dimensão física da ereção


A ereção depende de mecanismos neurológicos, vasculares e hormonais que trabalham em conjunto. Para que ela aconteça e seja mantida, é necessário que o sangue chegue adequadamente aos tecidos do pênis e que os mecanismos envolvidos na resposta sexual funcionem de maneira coordenada.


Por isso, algumas condições podem comprometer a função erétil, entre elas:


- Diabetes: pode prejudicar os nervos e os vasos sanguíneos envolvidos na ereção.

- Doenças cardiovasculares e aterosclerose: podem comprometer a circulação sanguínea.

- Hipertensão arterial: especialmente quando associada a outros fatores de risco vascular.

- Alterações hormonais: níveis baixos de testosterona podem contribuir para a redução do desejo e, em alguns casos, para dificuldades sexuais.

- Medicamentos: determinados antidepressivos, anti-hipertensivos e outros fármacos podem interferir na função sexual.

- Depressão, ansiedade, estresse e dor crônica: podem afetar o desejo, a excitação e a experiência da intimidade.


Esses fatores merecem atenção porque a dificuldade de ereção não é necessariamente um problema isolado. Em determinadas situações, pode ser um sinal de uma condição de saúde que ainda precisa ser identificada ou melhor controlada.


A orientação é procurar avaliação médica quando a dificuldade se torna recorrente. O profissional poderá investigar as causas, revisar os medicamentos em uso e discutir opções de tratamento.


É importante também não recorrer por conta própria a medicamentos para ereção. Alguns são contraindicados para pessoas que utilizam nitratos e podem causar interações perigosas em determinadas condições cardiovasculares.


Cuidar da sexualidade também é cuidar da saúde.


A companheira ainda me deseja?


Existe uma dimensão relacional que não pode ser ignorada.


Quando a ereção falha, alguns homens interpretam o episódio como uma ameaça à relação. Imaginam que a companheira ficará decepcionada, que perderá o interesse ou que começará a questionar sua capacidade de satisfazê-la.


Ao mesmo tempo, a parceira pode interpretar a dificuldade como sinal de que já não é atraente ou desejada.


E assim, sem que ninguém diga claramente o que está sentindo, os dois podem começar a construir uma distância.


O homem evita iniciar o contato íntimo porque tem medo de não corresponder. A mulher interpreta o afastamento como rejeição. Ele percebe o distanciamento dela e fica ainda mais inseguro.


O que começou como uma dificuldade física pode se transformar em um problema de comunicação e de vínculo.


Por isso, conversar é tão importante.


Não para exigir explicações, cobrar resultados ou procurar culpados, mas para permitir que ambos compreendam o que está acontecendo.


A intimidade não precisa ser reduzida à penetração. Beijos, carícias, abraços, massagens, conversas e outras formas consensuais de prazer continuam podendo fazer parte da vida sexual do casal.


Isso não significa desistir de buscar tratamento para a disfunção erétil. Significa não permitir que a dificuldade determine, sozinha, o destino da intimidade.


A masculinidade precisa de uma ereção para existir?


Talvez esta seja a pergunta mais importante de toda a reflexão.


Se um homem só se sente homem quando consegue uma ereção, o que acontece com sua identidade quando o corpo não corresponde?


A resposta pode revelar o quanto a masculinidade foi construída sobre exigências de desempenho.


Aprendemos a valorizar o homem que conquista, produz, sustenta, protege e demonstra força. Em muitos contextos, falar de fragilidade, pedir ajuda ou admitir dificuldades sexuais parece incompatível com esse ideal.


O resultado é um homem que, às vezes, prefere sofrer em silêncio a admitir que precisa de cuidado.


Do ponto de vista psicanalítico, podemos refletir sobre a relação entre a imagem que o sujeito construiu de si mesmo e a experiência concreta de um corpo que muda. Quando a identidade está excessivamente apoiada na potência sexual, a dificuldade de ereção pode ser vivida como uma ferida narcísica, isto é, como um abalo na imagem e no valor que o indivíduo atribui a si próprio.


Essa é uma possibilidade de compreensão clínica, não uma explicação universal. Cada homem tem sua história, seus vínculos, seus medos e sua maneira particular de experimentar o envelhecimento.


Ainda assim, vale perguntar: por que é tão difícil para alguns homens aceitar que precisam de tempo, adaptação ou ajuda?


Talvez porque tenham aprendido a medir seu valor pela capacidade de nunca falhar.


Mas o corpo humano não é uma máquina programada para satisfazer permanentemente nossas expectativas. Ele muda, adoece, recupera-se, impõe limites e exige cuidados.


E reconhecer isso não diminui ninguém.


Ressignificar a sexualidade é descobrir novas possibilidades


Quando compreendemos a sexualidade apenas como ereção e penetração, reduzimos uma experiência humana complexa a uma única resposta fisiológica.


A sexualidade também envolve desejo, fantasia, afeto, comunicação, confiança, curiosidade, prazer e intimidade.


Na maturidade, algumas pessoas descobrem novas formas de viver essa dimensão. Há casais que passam a conversar mais abertamente sobre suas necessidades, a respeitar o próprio ritmo e a experimentar maneiras diferentes de compartilhar prazer.


Isso não significa romantizar o envelhecimento nem sugerir que a pessoa deva simplesmente aceitar qualquer dificuldade. A perda persistente da função erétil merece investigação, e o sofrimento emocional merece acolhimento.


Significa compreender que buscar tratamento e ampliar a maneira de viver a intimidade são caminhos que podem caminhar juntos.


A sexualidade não precisa permanecer presa às expectativas da juventude. Ela pode ser reconstruída a partir das possibilidades reais de cada pessoa, de seus desejos e de suas condições de saúde.


O objetivo não é provar que o homem ainda consegue funcionar como antes. É ajudá-lo a viver com saúde, dignidade e satisfação.


E o velho da anedota, afinal?


Voltemos ao nosso personagem.


Ele levanta de madrugada, vai ao banheiro e reclama com o próprio pênis porque, segundo sua avaliação, um atende às necessidades do corpo enquanto o outro parece ignorar suas expectativas.


A piada continua engraçada.


Mas agora sabemos que, por trás dela, pode existir uma questão muito maior: o desconforto de perceber que o corpo já não responde da mesma maneira e a dificuldade de encontrar um novo significado para essa mudança.


Talvez o velho não esteja apenas reclamando do pênis. Talvez esteja reclamando do tempo, das expectativas que construiu e de uma sociedade que ensinou muitos homens a confundir potência com valor pessoal.


E talvez a verdadeira maturidade comece quando ele percebe que não precisa transformar cada mudança do corpo em uma disputa contra si mesmo.


Envelhecer não é deixar de ser homem. Não conseguir uma ereção não é deixar de desejar. E precisar de ajuda não é fracassar.


O corpo pode mudar, o desejo pode mudar de ritmo e a intimidade pode assumir outras formas. Nada disso elimina a possibilidade de afeto, prazer, vínculo e descoberta.


A questão não é exigir que o corpo continue levantando a qualquer custo.


É aprender a escutá-lo sem deixar de cuidar dele.


Uma última pergunta para você, leitor


Quantos homens você conhece que conseguem falar abertamente sobre seus medos, suas inseguranças e suas dificuldades sexuais, sem transformar tudo em piada?


E quantos continuam sofrendo em silêncio porque acreditam que admitir uma dificuldade é o mesmo que perder a masculinidade?


Talvez esteja na hora de rir com a anedota, mas ir além dela.


Porque o homem não precisa provar sua potência a cada encontro. Precisa, antes de tudo, compreender que seu valor nunca esteve condicionado a uma ereção.


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Abilio Machado

Psicanalista e Psicoterapeuta


Este artigo tem caráter informativo e reflexivo. Não substitui avaliação médica ou acompanhamento psicológico individualizado.

Vídeo base da ideia para o artigo...


Referências para aprofundamento


- National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases (NIDDK). "Disfunção erétil: sintomas e causas" (https://www.niddk.nih.gov/health-information/urologic-diseases/erectile-dysfunction/symptoms-causes).

- National Institute on Aging (NIA). "Sexualidade e intimidade em adultos mais velhos" (https://www.nia.nih.gov/health/sexuality/sexuality-and-intimacy-older-adults).

- NIDDK. "Disfunção erétil: diagnóstico e tratamento" (https://www.niddk.nih.gov/health-information/urologic-diseases/erectile-dysfunction).


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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

A LUZ NO DESERTO: UM CAMINHO PARA O APERFEIÇOAMENTO

 


"A LUZ NO DESERTO: UM CAMINHO DE APERFEIÇOAMENTO" 

 

A vida, muitas vezes, se assemelha a um deserto árido e inóspito. As provações e dificuldades surgem como tempestades de areia, obscurecendo o caminho e ameaçando nos desviar do curso. É nesses momentos de desolação que a promessa de Deus, como um farol na escuridão, nos oferece esperança e guia nossos passos.

 

O Senhor declara no Livro de Mórmon em 1 Néfi,no 17:13: "Serei vossa luz no deserto; e prepararei o caminho a vossa frente, se guardardes meus mandamentos, sereis conduzidos à terra da promissão; e sabereis que sois conduzidos por mim”. Essa promessa consoladora nos assegura que, mesmo em meio às dificuldades e incertezas da vida, Deus estará conosco, guiando nossos passos e abrindo caminho para um futuro glorioso.

 

A promessa de Deus se repete no Livro de Mórmon em 2 Néfi 10:14, onde Ele declara a Jacó: "Serei para sempre uma luz para aqueles que ouvem minhas palavras". Essa promessa nos convida a ouvir a voz do Senhor, a buscar Sua orientação e a confiar em Sua palavra como um farol que nos conduz à verdade e à paz.

 

O Élder D. Todd Christofferson nos lembra que a dificuldade, para aqueles que já atingiram a idade da responsabilidade, é um elemento crucial em nosso processo de aperfeiçoamento. A vida não é um teste de múltipla escolha, onde escolhemos a resposta certa e seguimos em frente. Deus não se interessa apenas em nossas ações, mas em quem estamos nos tornando.

 

Através das dificuldades, Deus nos molda, nos ensina a agir como Ele age, a sermos retos em todas as circunstâncias, mesmo "na escuridão", como disse o Presidente Brigham Young. A escuridão, muitas vezes, representa os momentos de incerteza, de provação, onde a fé é testada e a força interior é forjada.

 

O Presidente Spencer W. Kimball, em sua obra "O Milagre do Perdão", nos ensina: "As provações e tribulações da vida, embora dolorosas, são muitas vezes necessárias para nos ajudar a crescer e nos tornar mais semelhantes a nosso Pai Celestial." As dificuldades, embora desafiadoras, são oportunidades de fortalecer nossa fé, desenvolver nossa resiliência e nos aproximar de Deus.

 

A jornada terrena é um caminho de aperfeiçoamento, onde somos convidados a crescer, a aprender e a nos tornar mais semelhantes a nosso Pai Celestial. Através da luz de Sua palavra, da orientação do Espírito Santo e da força que vem de nossa fé, podemos enfrentar os desafios da vida com coragem e esperança, sabendo que Deus está conosco, preparando o caminho para a terra da promessa.

 

Como disse o Élder Neal A. Maxwell: "Deus não nos promete uma vida fácil, mas sim uma vida significativa." Através das dificuldades, Deus nos molda, nos ensina e nos guia para uma vida mais plena e significativa, a fim de que possamos, um dia, retornar à Sua presença.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Os excessos de laudos do espectro autista


 Uma pediatra chamou atenção para o aumento das avaliações relacionadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil e destacou a importância de analisar cada situação com cuidado.


Em entrevista ao MidiaNews, a pediatra Cláudia Boutros Carvalho afirmou que o crescimento desses registros pode estar ligado tanto ao maior reconhecimento das características do TEA quanto ao aumento dos encaminhamentos para avaliação.


Segundo a médica, em algumas situações, a análise pode acontecer de forma muito rápida. Por isso, ela reforça a importância de acompanhar o desenvolvimento da criança desde os primeiros anos de vida, observando suas características e necessidades individuais.


A pediatra também mencionou o uso frequente de telas durante a infância e defendeu que diferentes aspectos do desenvolvimento sejam observados antes de qualquer conclusão.


O debate reforça a importância de avaliações cuidadosas e individualizadas, feitas por profissionais capacitados, para que cada família receba orientação adequada de acordo com as necessidades da criança.


Fonte: MidiaNews.

sábado, 26 de setembro de 2026

O dedo anular na mão esquerda e a aliança



 POR QUE DE SE USAR ALIANÇA NO QUARTO DEDO DA MÃO ESQUERDA?!


Há uma lenda que consegue explicar de uma maneira bonita e muito convincente:


Os polegares representam os pais. Os indicadores representam teus irmãos e amigos.O dedo médio representa a você mesmo. O dedo anelar (quarto dedo) representa o seu cônjuge. O dedo mindinho representa seus filhos. Agora junte suas mãos palma com palma, depois, une os dedos médios de forma que fiquem apontando a você mesmo, como na imagem….


Agora tenta separar de forma paralela seus polegares (representam seus pais) você vai notar que eles se separam porque seus pais não estão destinados a viver com você até o dia da sua morte, una os dedos novamente.

Agora tenta separar igualmente os dedos indicadores (representam seus irmãos e amigos), você vai notar que também se separam porque eles se vão, e tem destinos diferentes como se casar e ter filhos.


Tente agora separar da mesma forma os dedos mindinhos (representam seus filhos) estes também se abrem porque seus filhos crescem e quando já não precisam mais de nós se vão, una os dedos novamente.


Finalmente, tente separar seus dedos anelares (o quarto dedo que representa seu cônjuge) e você vai se surpreender ao ver que simplesmente não consegue separá-los. Isto se deve ao fato de que um casal está destinado a estar unido até o último dia da sua vida, e é por isso que o anel se usa neste dedo.


#EnsinamentosdePapaiNoel

#papainoelabiliomachado

A PSICOLOGIA NÃO CABE NUM CRACHÁ

 Depois das manifestações de psicólogos de direita que estavam se vendo encurralados por anos pelo sequestro da psicologia pelas ideologias ...