domingo, 8 de fevereiro de 2026

"Será que fui suficiente?”

" ...às vezes eu acho que não fui e não estou sendo um bom pai... Vejo outras famílias e é inevitável a comparação, aquelas onde os pais maltratam, batem, negligenciam, não dão atenção, parece que geram uma união e uma dependência maior ..."



Essa imagem dói num lugar silencioso.

Não grita. Não acusa. Ela se encolhe.

Um pai curvado sobre si mesmo vira abrigo. O corpo cansado vira teto. O frio cai do lado de fora enquanto, ali dentro, duas crianças aprendem cedo demais o que é mundo. Não há heroísmo explícito. Há exaustão. Há medo. Há amor tentando dar conta do impossível.

E é aí que nasce essa dúvida que você confessa — e que quase todo pai que ama carrega escondida no bolso do peito:

“Será que fui suficiente?”

“Será que estou sendo um bom pai?”

A comparação vem como uma armadilha moral. A gente olha para famílias partidas, violentas, negligentes, e algo profundamente desconcertante acontece: os filhos parecem mais unidos, mais dependentes, mais colados uns nos outros. Como se a dor tivesse criado um pacto. Como se o abandono tivesse virado cola.

Mas essa união não é virtude — é sobrevivência.

A violência, o medo e a ausência não produzem laço saudável; produzem necessidade. Produzem crianças que se agarram porque não há chão. Produzem vínculos baseados em urgência, não em escolha. É o amor que nasce da falta, não do cuidado.

O pai da imagem não está criando dependência. Ele está oferecendo algo muito mais raro e, paradoxalmente, menos visível: segurança.

E segurança não gera gratidão imediata. Segurança não vira discurso bonito. Segurança, muitas vezes, passa despercebida. Porque quando ela existe, a criança não precisa gritar por ela.

Pais que batem, negligenciam ou ferem deixam marcas barulhentas. Pais que protegem deixam marcas silenciosas — tão silenciosas que o próprio pai duvida se deixou alguma.

Ser um bom pai não é ser perfeito, nem ser o centro da vida do filho. É ser teto quando o mundo desaba. É ser corpo cansado que aguenta mais um pouco. É errar pedindo desculpa. É amar mesmo com medo de falhar. É oferecer o melhor que se tinha — mesmo quando o melhor parecia pouco.

Talvez seus filhos não dependam de você da forma dramática que outras crianças dependem de pais ausentes.

E isso não é fracasso.

Isso é sucesso invisível.

A imagem diz “agradeça”.

Mas talvez o recado mais honesto seja outro:

perdoe-se.

Porque quem se pergunta se foi um bom pai… geralmente já estava tentando ser.

Como a ansiedade noa afeta !

 


A verdade é que a ansiedade pode afetar a nossa mente em todos os aspectos possíveis...


Muitas pessoas chegam ao meu consultório médico desesperadas, porque acham que estão com um problema neurológico grave, um tumor ou algo do tipo, e na verdade, após a consulta podemos identificar que estão enfrentando algum tipo de ansiedade


Queixam-se de dificuldade para se concentrar nas atividades diárias, esquecimentos, dor de cabeça, mente cansada e pesada...


E a maioria demorou a buscar ajuda profissional porque tinha medo, vergonha ou porque não imaginava que a ansiedade poderia causar todos esses sintomas!


Se você está passando por algo do tipo e ainda não começou um tratamento adequado, não deixe para depois!


Os transtornos de ansiedade além de prejudicarem a mente, também podem causar doenças em todos os locais do nosso corpo !!


Para saber como posso te ajudar a enfrentar a ansiedade através do meu acompanhamento médico personalizado, entre em contato:

Psicoterapeuta Abilio Machado 

Psicanalista Abilio Machado 


Ajudo você a construir uma mente saudável!


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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

A esquizofrenia não "surge" do nada.

 


A esquizofrenia não "surge" do nada. Ela geralmente mostra sinais anos antes, em um período que chamamos de Fase Prodrômica.

🧠 Imagine que nossa mente organiza as informações do mundo como um quebra-cabeça em constante montagem. 

Nos sintomas prodrômicos, algumas peças começam a parecer que não se encaixam como antes, ou cores de cenários diferentes se misturam. 

Identificar essas pequenas peças é o que permite ajudar a pessoa a reorganizar sua vivência com segurança.


🚩 O "Retraimento" diferente na adolescência 

Muitos confundem com a rebeldia típica, mas observe a intensidade:

 🔸️O isolamento social: Aquele jovem que era sociável e, de repente, abandona o grupo de amigos e prefere ficar trancado no quarto por semanas, sem interesse em hobbies antigos.

🔸️Queda no rendimento escolar: Uma dificuldade súbita de concentração. Ele lê a mesma página dez vezes e não entende nada.

🔸️ Higiene relaxada: Deixar de tomar banho ou trocar de roupa por dias, demonstrando uma apatia profunda (a "falta de vontade").


🚩 A Percepção se altera na fase adulta

Aqui, o mundo começa a parecer "estranho" ou ameaçador:

🔸️ Pensamentos Mágicos: Uma mulher que passa a acreditar que as cores das roupas das pessoas na rua são mensagens secretas para ela.

🔸️ Desconfiança (Paranoia leve): O homem que começa a achar que os colegas de trabalho estão rindo dele pelas costas ou que o celular está sendo monitorado, sem uma base real.

🔸️ Alterações Sensoriais: Sentir que os sons estão altos demais ou que as cores estão brilhantes de um jeito desconfortável.


💡 Por que observar importa?

É o momento de ouro para intervenção terapêutica e medicamentosa leve, que pode evitar que o quadro evolua para um surto grave.

Se você notar que um filho, aluno ou paciente está "se distanciando" da realidade de forma persistente, não espere o quadro aparecer. 

O acolhimento e a avaliação profissional precoce salvam o futuro.

❤️❤️❤️

Abilio Machado 

Psicoarteterapeuta C & P 

Aos poucos tudo muda


 Há um dia em que a casa fica estranhamente silenciosa, e não é porque a criança foi embora. Ela ainda está ali, sentada no chão, no sofá, no quarto. O que mudou foi a língua que ela fala — e, junto com ela, o modo como nos alcança.

No começo, tudo era aproximação. A picoca não precisava virar pipoca para ser compreendida. O erro não era falha, era ponte. A linguagem infantil não nomeia o mundo: ela o cria. Cada palavra torta é um ensaio de sentido, uma tentativa de pertencimento. O adulto entende não porque a palavra está correta, mas porque o vínculo está inteiro.

Com o tempo, algo acontece. A estela aprende que é estrela. O tefone se ajeita em telefone. A mânica se corrige para máquina. Não é apenas alfabetização — é adaptação. A criança vai aprendendo que, para ser ouvida no mundo, precisa falar como o mundo fala. A escola chama isso de desenvolvimento linguístico. A psicopedagogia sabe que é também um movimento de separação.

Cada palavra corrigida é uma conquista cognitiva, sim. Amplia o pensamento, organiza a realidade, estrutura o raciocínio simbólico. Mas, ao mesmo tempo, fecha um pequeno portal da infância. O adulto vibra com o progresso, enquanto algo delicado se despede sem cerimônia: aquele idioma íntimo, imperfeito e cúmplice que só existia entre pais e filhos.

Até que chega o dia em que o “não sabo” vira “não sei”. E ninguém aplaude. Porque ali não houve erro a ser corrigido, apenas uma constatação. A criança já sabe que não sabe. Metacognição, diriam os livros. Consciência dos próprios limites, diriam os teóricos. Para os pais, muitas vezes, é só um aperto estranho no peito — como quem percebe que o filho começou a resolver o mundo sem pedir ajuda.

Do ponto de vista psicopedagógico, esse afastamento é saudável. É sinal de maturação, de autonomia intelectual, de construção do eu. A criança precisa sair do colo simbólico para pensar com as próprias palavras. Mas do ponto de vista afetivo, é um luto miúdo, cotidiano, quase invisível. Não se chora por ele, mas ele se acumula.

Os pais não se afastam porque querem. Afastam-se porque a criança avança. E avançar exige espaço. O que antes era dito em voz alta passa a ser pensado. O que era perguntado vira silêncio. O que era compartilhado se torna interno. Não é rejeição — é desenvolvimento.

Talvez o desafio do adulto não seja impedir essa distância, mas aprender outra forma de proximidade. Menos correção, mais escuta. Menos tradução do mundo, mais curiosidade pelo que a criança pensa dele. Porque, mesmo quando a linguagem amadurece, o desejo de ser compreendido permanece infantil por muito tempo.

Aos poucos, os filhos aprendem a falar certo. E os pais precisam aprender a ouvir diferente.


Abilio Machado 

Psicanalista 

Psicoarteterapeuta C & P 

Neuropsicopedagogo ICH 

Arteeducador

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

O dilema do Bonde.

 

O Dilema do Bonde

Quadro 1: Um bonde desgovernado avança rapidamente por uma linha férrea. Cinco pessoas estão amarradas nos trilhos à frente.


Quadro 2: Um homem está ao lado de uma alavanca. Ele tem a opção de puxá-la, desviando o bonde para uma segunda linha férrea.


Quadro 3: Nessa segunda linha, uma única pessoa está amarrada.


Quadro 4: O homem está suando, com uma expressão de desespero no rosto, olhando para a alavanca e para as duas opções. Ele sabe que qualquer decisão resultará em morte.


Quadro 5: Close-up do rosto do homem, uma lágrima escorre. Ele precisa decidir.


Quadro 6: O bonde está se aproximando das cinco pessoas, a sombra do bonde já as cobre. O homem ainda não decidiu.


Pergunta: Se você estivesse no lugar do homem da alavanca, o que você faria e por quê?

sábado, 17 de janeiro de 2026

A bebida, o silêncio e o altar invisível


 A bebida, o silêncio e o altar invisível

Ninguém começa usando drogas querendo perder a vida.

Começa querendo perder a dor.

É curioso como a sociedade gosta de falar das drogas apontando o dedo para a substância, como se ela tivesse pernas, braços e intenção própria. Como se o álcool pulasse sozinho para dentro do copo, como se a garrafa chamasse pelo nome, como se o vício fosse um acidente moral e não um processo humano.

Mas quem escuta de verdade sabe:

ninguém bebe apenas bebida.

Bebe história.

Bebe ausência.

Bebe cansaço.

Bebe silêncios acumulados.

As drogas não entram na vida de alguém por acaso. Elas entram onde algo já estava faltando.

O álcool, por exemplo, é social, educado, aceito. Ele chega sorrindo, abraça, diz “relaxa”, “só hoje”, “você merece”. Ele participa das festas, das confraternizações, das despedidas, dos encontros e até dos velórios. É a droga que a cultura ensinou a amar.

E talvez por isso seja uma das mais traiçoeiras.

No começo, ele solta a língua, desamarra o corpo, anestesia a vergonha. O tímido fala. O triste ri. O cansado esquece. O ferido dorme.

E então alguém diz:

— “Quando bebo, fico mais eu.”

Mas não fica.

Fica menos consciente da dor de não ser quem gostaria de ser.

Do ponto de vista psicológico, o abuso de álcool não é busca de prazer. É tentativa de regulação emocional. É um remendo improvisado para emoções que nunca aprenderam a ser sentidas, nomeadas e atravessadas.

Quem bebe demais, muitas vezes, não sabe o que sente. Só sabe que dói.

E quando dói, o corpo aprende rápido: existe um líquido que cala o barulho interno.

O cérebro registra.

O alívio vira hábito.

O hábito vira necessidade.

A necessidade vira prisão.

E, em silêncio, o prazer vai embora. Fica apenas o medo da falta.

Mas há algo ainda mais profundo acontecendo — algo que a psicologia sozinha toca, mas não esgota.

Existe um vazio espiritual que nenhuma substância preenche.

Não falo de religião. Falo de sentido.

De pertencimento.

De reconciliação com a própria história.

Quando o humano não encontra onde repousar a alma, ele cria altares improvisados. Alguns rezam para o sucesso, outros para o corpo perfeito, outros para o reconhecimento. E muitos, sem perceber, fazem do álcool um consolador químico.

O copo vira oração.

A garrafa, refúgio.

O gole, uma promessa falsa de paz.

É uma espiritualidade distorcida, mas real: algo que promete alívio imediato, cobra caro e nunca salva.

O alcoolismo não começa no fígado. Começa na alma.

O fígado adoece depois, como testemunha silenciosa de uma dor que ninguém quis ouvir a tempo.

E enquanto o corpo tenta eliminar a substância — em horas ou dias — a mente continua intoxicada por memórias, culpas, vergonhas e histórias mal contadas.

O álcool pode sair do sangue em doze horas.

Da urina em dois dias.

Mas da identidade… às vezes leva anos.

Porque o problema nunca foi só a bebida.

Foi o que ela substituiu.

As outras drogas seguem caminhos semelhantes, cada uma com sua promessa específica:

umas oferecem coragem, outras desligamento, outras euforia, outras anestesia total. Mas todas têm algo em comum: não ensinam a viver, apenas a escapar.

E ninguém consegue fugir de si para sempre.

Em algum momento, o corpo cobra.

As relações adoecem.

O trabalho falha.

A espiritualidade seca.

O espelho se torna incômodo.

E então surge a pergunta que muitos evitam:

“Quem sou eu sem isso?”

Essa é a pergunta mais assustadora para quem se perdeu no caminho. E também a mais necessária.

Uma abordagem psicoteológica não aponta o dedo. Ela estende a mão.

Ela entende que tratar o abuso de drogas não é apenas retirar a substância, mas devolver à pessoa a capacidade de sentir, escolher e sustentar a própria existência.

Não se trata de condenar o dependente.

Trata-se de chamá-lo de volta à consciência.

À responsabilidade possível.

À dignidade esquecida.

Cura não é abstinência apenas.

Cura é reconstrução de sentido.

Talvez, no fundo, toda dependência seja uma pergunta mal formulada:

“Como viver com essa dor?”

E o trabalho terapêutico — psicológico e espiritual — seja ajudar a reformular a pergunta:

“O que essa dor quer me ensinar sobre mim?”

Enquanto essa pergunta não encontra espaço, a garrafa continua sendo resposta.

Uma resposta frágil.

Temporária.

Cara demais.

Mas ainda assim, compreensível.

Porque ninguém se perde porque quer.

Se perde porque não encontrou outro caminho.

E toda crônica sobre drogas, se for honesta, não termina com julgamento — termina com convite.

Convite à escuta.

À responsabilidade.

À reconstrução.

E, principalmente, à coragem de parar de beber silêncio e começar, enfim, a habitar a própria vida.


#fuga #drogas #psicologia #tetapia #sintomas #tratamento 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Entre a mão, a tela e o silêncio

 


Entre a mão, a tela e o silêncio

Há um silêncio estranho que costuma aparecer depois.

Não o silêncio bom — aquele que acalma.

Mas o silêncio vazio, quase constrangedor, que deixa o sujeito sozinho com aquilo que acabou de fazer.

É desse silêncio que quero falar quando o tema é pornografia e masturbação.

Porque, ao contrário do que se diz nas frases prontas das redes, o problema raramente está no ato em si. Está no lugar que ele ocupa. Está na função que assumiu. Está no momento em que o corpo passa a ser usado não como linguagem, mas como anestesia.

No consultório, quase ninguém chega dizendo:

“Tenho prazer demais.”

O que escuto é outra coisa:

“Minha cabeça não para.”

“Fico vazio depois.”

“Prometo que não vou repetir… e repito.”

“Não sei mais se escolho ou se sou levado.”

Pornografia e masturbação, quando se encontram nesse ponto, formam um pacto silencioso. Um acordo rápido entre a angústia e o alívio. A mão obedece, a tela oferece, o corpo descarrega. Tudo parece resolvido por alguns minutos.

Depois, volta o silêncio.

A pornografia promete prazer, mas entrega isolamento.

Ela dispensa o outro real — com seus limites, seus tempos, suas falhas. No lugar do encontro, oferece desempenho. No lugar do afeto, oferece estímulo. No lugar do desejo, oferece repetição.

A masturbação, por sua vez, quando atravessada por esse circuito, deixa de ser expressão corporal e passa a ser resposta automática. Já não nasce do sentir, mas do impulso treinado. Não escuta o corpo — usa-o.

E aqui preciso dizer algo que incomoda:

nem tudo que é íntimo é saudável.

nem tudo que é privado é neutro.

nem tudo que dá prazer produz integração.

Existe uma diferença grande entre um corpo que se expressa e um corpo que se cala através do ato.

O vício não começa quando se faz “demais”.

Começa quando se faz para não sentir.

Muitos defendem dizendo:

“Isso é normal.”

“Todo mundo faz.”

“É coisa da época.”

“Reprimir é pior.”

Talvez.

Mas normalidade estatística não é sinônimo de saúde psíquica.

E frequência coletiva não absolve o vazio individual.

Quando a masturbação associada à pornografia se torna hábito fixo, o que se perde não é a moral — é a capacidade de esperar. O desejo deixa de amadurecer. O corpo não aprende a lidar com tensão. Tudo precisa ser resolvido agora.

A frustração vira inimiga.

O tédio vira ameaça.

O silêncio vira gatilho.

E então o sujeito começa a depender da tela para se acalmar. Não é prazer — é regulação emocional improvisada.

Do ponto de vista psíquico, isso empobrece.

Do ponto de vista relacional, distancia.

Do ponto de vista espiritual, fragmenta.

Não porque “Deus castiga”, mas porque a alma não funciona bem quando é dividida em compartimentos secretos.

O corpo pede sentido.

Quando não encontra, aceita estímulo.

E aqui surge a pergunta que quase nunca é feita com honestidade:

o que eu evito sentir quando recorro a esse circuito?

Solidão?

Raiva?

Medo?

Inadequação?

Cansaço de sustentar uma imagem?

A pornografia não cria esses afetos — ela apenas os encobre por alguns minutos.

Depois, tudo retorna. Um pouco mais forte.

O caminho terapêutico não é demonizar o corpo, nem glorificar o impulso. É restituir a palavra onde o ato tomou o lugar. É ajudar o sujeito a suportar sentir, desejar, esperar, frustrar-se, dialogar.

Quando o desejo pode ser pensado, ele não precisa ser descarregado o tempo todo.

Quando o afeto pode ser nomeado, o corpo descansa.

Quando o silêncio deixa de assustar, a tela perde poder.

Talvez a verdadeira pergunta não seja:

“Posso ou não posso?”

Mas outra, bem mais difícil:

“O que estou tentando calar em mim?”

Enquanto essa pergunta não encontra espaço, a mão continuará obedecendo, a tela continuará oferecendo, e o silêncio continuará voltando.

E o silêncio, cedo ou tarde, sempre fala.


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"Será que fui suficiente?”

" ...às vezes eu acho que não fui e não estou sendo um bom pai... Vejo outras famílias e é inevitável a comparação, aquelas onde os pai...