quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

A relação com a comida 🥐🥑


 A relação com a comida vai muito além de calorias e dietas. Muita gente acha que “come demais”, quando na verdade só está tentando aliviar um peso que não é físico. 🍽️ A comida vira fuga quando a mente está cansada. Vira recompensa quando você não recebe mais nenhum elogio. Vira anestesia quando o dia exige mais do que você consegue entregar. Vira companhia quando o silêncio pesa. E enquanto ninguém te ensina a enxergar isso, você continua acreditando que o problema é força de vontade — quando, na verdade, é autoconhecimento, regulação emocional e mudança de estilo de vida. Não é sobre contar calorias. É sobre entender por que você come quando não está com fome. É sobre parar de lutar contra você mesma e finalmente recuperar o controle. ✨ Se você sente que está cansada de recomeçar, cansada de se sabotar e pronta pra virar essa chave de vez… o Emagre Ser é o caminho que integra mente, rotina e comportamento — pra você emagrecer por dentro primeiro, e por fora como consequência. 👉 A mudança começa quando você decide entender sua história — não quando tenta compensar no prato.

#emagrecimento #compulsão #terapias

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Que vês? Que sentes?

 


Que vês?

Que sentes?

Levei este card para a sessão sem dizer uma palavra.

A imagem era impactante: um homem de terno alinhado, postura firme… mas com uma caveira no lugar do rosto. Elegante por fora. Mortal por dentro.

Coloquei a imagem entre nós e apenas perguntei:

— Que vês?

A resposta veio rápida:

— Frieza.

Depois, mais baixo:

— Vazio.

Interessante como projetamos.

A caveira pode simbolizar morte, finitude, tempo que passa. Mas também pode representar aquilo que foi despido das máscaras. Sem pele. Sem expressão social. Apenas estrutura.

Quantas pessoas vestem ternos emocionais?

Quantos sorrisos são apenas ossatura social?

Quantas performances escondem exaustão, luto, medo de não ser suficiente?

Na sessão, trabalhávamos a sensação de viver no automático. Alta performance. Reconhecimento externo. E, internamente, uma aridez difícil de nomear.

Perguntei então:

— Que sentes ao olhar?

Silêncio prolongado.

— Angústia… parece que está vivo, mas já morreu por dentro.

Nem sempre a morte é literal. Às vezes morre o entusiasmo. Morre o sonho antigo. Morre a espontaneidade esmagada por exigências excessivas.

Na Psicologia Essencial, trabalhamos justamente essa dissociação entre imagem e essência. Entre o que se apresenta ao mundo e o que pulsa — ou deixou de pulsar — no íntimo.

O card não falava sobre morte física. Falava sobre autenticidade. Sobre o risco de viver apenas para sustentar uma imagem. Sobre o preço emocional de não acessar a própria humanidade.

E termino como terminei na sessão:

Talvez a pergunta não seja apenas “Que vês?”

Mas… há quanto tempo você não se permite sentir?

Se você percebe que está funcionando por fora e se esvaziando por dentro, a psicoterapia pode ser um espaço seguro para reconectar-se com aquilo que ainda pode florescer.

Abilio Machado

Psicoterapeuta – Psicologia Essencial

📞 41 99845-1364 | 41 99635-3923

📲 Instagram: @psicoterapeutaabiliomachado

“Arrisque-se! Pois tudo que é bom começa com um pouco de medo.”



 “Arrisque-se! Pois tudo que é bom começa com um pouco de medo.”

Levei esse card para a sessão dobrado como um bilhete simples.

Coloquei sobre a mesa e pedi que a pessoa lesse em voz alta.

Ela sorriu de canto.

— Fácil falar.

E é mesmo.

O medo não é inimigo. Ele é sinal de fronteira. Sempre que estamos prestes a sair do território conhecido, ele aparece. O corpo reage. A mente cria cenários. A memória resgata fracassos antigos como se fossem profecias.

Naquele atendimento, trabalhávamos a dificuldade de dar um passo importante — uma mudança profissional que já fazia sentido racionalmente, mas ainda não tinha autorização emocional.

Perguntei:

— Se não houvesse medo, isso ainda seria importante?

Silêncio.

O que é irrelevante não nos assusta. O que é pequeno não nos desafia. O medo, muitas vezes, é o preço da expansão.

Na Psicologia Essencial, não ensinamos a eliminar o medo, mas a dialogar com ele. O medo pode ser prudência, pode ser trauma, pode ser crença limitante. Precisamos discernir. Há medos que protegem. Outros apenas repetem histórias antigas.

Arriscar-se não é agir de forma impulsiva. É escolher conscientemente apesar do desconforto. É entender que a coragem não é ausência de medo — é movimento com ele presente.

Ao final da sessão, reformulei a frase do bilhete:

Talvez tudo que é bom comece não apenas com medo…

Mas com decisão.

Se você sente que está paralisado diante de escolhas importantes, talvez seja hora de compreender o que esse medo está tentando dizer — e o que ele já não precisa mais controlar.

Abilio Machado

Psicoterapeuta – Psicologia Essencial

📞 41 99845-1364 | 41 99635-3923

📲 Instagram: @psicoterapeutaabiliomachado

“Acho que me curei demais. Agora eu não gosto de ninguém.”




 “Acho que me curei demais.

Agora eu não gosto de ninguém.”

Usei esse card em sessão esta semana.

Mostrei a imagem — um homem sentado sobre um galho, olhando para uma vila coberta de névoa. Distante. Isolado. Como se estivesse acima de tudo… e, ao mesmo tempo, fora de tudo.

Perguntei:

— O que você vê?

Ele respondeu:

— Alguém que se cansou.

Silêncio.

Às vezes, quando alguém diz “não gosto de ninguém”, não está falando sobre as pessoas. Está falando sobre decepção acumulada. Está falando sobre expectativa frustrada. Está falando sobre ter se entregado demais sem ter recebido o mínimo necessário de volta.

“Me carei demais” — expressão forte. Cuidou demais. Se doou demais. Se adaptou demais. Se anulou demais.

Quando o cuidado não tem limite, ele deixa de ser virtude e começa a ser abandono de si.

Na sessão, trabalhamos algo essencial: a diferença entre amar e se dissolver. Entre ser generoso e ser invisível. Entre acolher o outro e se abandonar no processo.

Muitas vezes, o “não gosto de ninguém” é apenas um mecanismo de defesa. Uma tentativa de proteger um coração exausto. Porque, se eu não gosto, eu não me envolvo. Se eu não me envolvo, eu não me machuco.

Mas o isolamento também machuca.

O homem na árvore não está apenas observando a vila. Ele está evitando descer. E descer significa correr riscos. Significa confiar de novo. Significa reaprender a colocar limites.

No final da sessão, eu disse algo que também deixo aqui:

Talvez você não tenha deixado de gostar das pessoas.

Talvez você só precise aprender a gostar de si primeiro — o suficiente para não se abandonar outra vez.

Se você sente que está emocionalmente cansado, ressentido ou fechado por experiências passadas, a psicoterapia pode ser um espaço seguro para reconstruir vínculos — começando pelo vínculo consigo mesmo.

Abilio Machado

Psicoterapeuta – Psicologia Essencial

📞 41 99845-1364 | 41 99635-3923

📲 Instagram: @psicoterapeutaabiliomachado

Você é seu maior adversário...



 A imagem é forte: um lobo em meio à neve, cabeça erguida, uivando para a noite. Sobre ele, a frase: “Você é seu maior adversário.”

Não é sobre guerra externa.

É sobre a batalha silenciosa que travamos por dentro.

O maior embate raramente acontece na rua, no trabalho ou nas relações. Ele acontece no território invisível dos pensamentos. É ali que surgem as vozes que diminuem, os medos que paralisam, as crenças que nos sabotam antes mesmo da tentativa.

Quantas vezes você deixou de avançar não por falta de capacidade, mas por excesso de autocrítica?

Quantas oportunidades se perderam porque a insegurança falou mais alto que a coragem?

Existe dentro de nós um lobo que protege — instinto, força, sobrevivência.

Mas também existe aquele que ataca — culpa, orgulho ferido, medo de fracassar, necessidade de aprovação.

Na Psicologia Essencial, compreendemos que não se trata de eliminar partes de si, mas de integrá-las. O adversário interno não precisa ser destruído; ele precisa ser compreendido. Muitas vezes, aquilo que hoje sabota foi, um dia, mecanismo de defesa.

O problema é quando a defesa se torna prisão.

O lobo uiva porque precisa expressar o que carrega. Nós adoecemos quando silenciamos demais. O autoconhecimento é o caminho para transformar o conflito interno em crescimento consciente.

Ser seu maior adversário é permanecer inconsciente de si.

Ser seu maior aliado é assumir responsabilidade pela própria história.

A pergunta não é se há uma batalha dentro de você.

A pergunta é: quem está conduzindo essa luta?

Se você sente que precisa compreender melhor seus conflitos internos, ressignificar experiências e fortalecer sua autonomia emocional, a psicoterapia pode ser um espaço seguro para esse processo.

Abilio Machado

Psicoterapeuta – Psicologia Essencial

📞 41 99845-1364 | 41 99635-3923

📲 Instagram: @psicoterapeutaabiliomachado

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

A Cirurgia no Texto Sagrado

 


A Cirurgia no Texto Sagrado

Hoje vi uma cena curiosa. 

Uma sala cirúrgica. Luzes acesas. Instrumentos esterilizados.

E sobre a mesa… não estava um corpo. Estava um livro.

Uma Bíblia.

Os “cirurgiões” não usavam bisturi para salvar — mas para remover.

“Vamos tirar essa parte sobre pecado. Muito ofensivo.”

“Esse texto sobre inferno… fora também.”

“O casamento está desatualizado.”

"A família tem que ser removida com certeza."

E ali, sob o foco da luz, não se operava uma doença.

Operava-se o desconforto.

A geração que não suporta incômodo decidiu anestesiar o texto.

Mas talvez o problema nunca tenha sido o texto —

e sim o espelho que ele se tornou. Como pensamentos intrusivos que dizem, se não deu certo para mim este relacionamento não vai dar para todos, se minha família é disfuncional quero que todas sejam, se me dá prazer não pode ser pecado. "Quem nunca, né?!"

Na clínica aprendi algo semelhante:

quando algo dói demais, a tendência não é tratar a ferida,

é eliminar o diagnóstico.

Se a palavra confronta, corta-se a palavra.

Se o princípio desafia, remove-se o princípio.

Se a verdade incomoda, chama-se de preconceito. Críticas viram fobias. A própria dúvida sobre a identidade cria um aparato de defesa.

Mas toda cirurgia tem consequência.

Ao retirar partes essenciais, o que sobra não é cura — é mutilação.

O curioso é que ninguém ali parecia odiar o livro.

Pelo contrário, queriam torná-lo “aceitável”, “inclusivo”, “atual”.

Queriam adaptá-lo ao tempo.

Só esqueceram que a função de um texto sagrado nunca foi se adaptar ao homem —

mas confrontá-lo.

Na terapia vejo movimento parecido:

o paciente quer aliviar a culpa sem rever a conduta. Não quer rever seus comportamentos, mesmo que o coloquem em risco.

Quer paz sem responsabilidade.

Quer consolo sem transformação.

O problema não é discutir interpretação.

O problema é quando o critério deixa de ser hermenêutico

e passa a ser emocional.

“Isso me ofende” virou argumento final.

Mas maturidade espiritual — assim como maturidade psíquica — exige tolerância à frustração.

Nem tudo que fere é violência.

Às vezes é revelação.

Não se trata de fanatismo.

Nem de intolerância.

Trata-se de honestidade.

Quando começamos a editar aquilo que nos confronta,

corremos o risco de transformar fé em opinião

e espiritualidade em reflexo cultural. Já vemos isso acontecer: igrejas usando metodologia de boates com cores, obstrução do contato com o exterior, som e luzes para dirigir as emoções durante o culto. E tudo começou na simplicidade de uma mesa com venda de bolo e salgadinho. Depois uma bateria mais forte, um solo de guitarra, gritos e agora temos uma absorção do "se funciona lá para manter as pessoas, por que não aqui ?!" 

E, ironicamente, a cirurgia feita para salvar pode terminar esvaziando. Não o vazio de pessoas, mas sim do Espírito Santo de Deus. Esvaziando o conceito moral e o sociopolítico.

Talvez o livro sobre a mesa não precise de bisturi.

Talvez quem esteja na mesa, invisível, sejamos nós, com todas as nossas falhas.

E talvez a pergunta não seja:

“Que parte devemos remover?”

Mas sim:

“Por que essa parte me dói tanto?”

Abilio Machado

Psicanalista e Arte-educador

Campo Largo – Paraná

📞 41 99845-1364 | 41 99635-3923

Instagram: @psicoterapeutaabiliomachado

Quando o Cérebro Entra no Modo Econômico Uma reflexão pela Psicologia Essencial por Abilio Machado

 


Quando o Cérebro Entra no Modo Econômico

Uma reflexão pela Psicologia Essencial por Abilio Machado 

Esquecer o celular em casa. Voltar do supermercado sem o pão. Perder compromissos simples. No início, rimos. Fazemos piada. Dizemos que estamos “distraídos demais”.

Mas quando esses esquecimentos se tornam frequentes, algo mais profundo pode estar acontecendo — não necessariamente uma doença, mas um cérebro pouco desafiado.

Dentro da Psicologia Essencial, compreendemos o ser humano como uma integração dinâmica entre cognição, emoção, história pessoal e contexto relacional. O cérebro não é apenas um órgão biológico; é também um espaço simbólico onde hábitos, afetos e experiências moldam conexões neurais.

E conexões que não são usadas tendem a perder eficiência.

O Cérebro Precisa de Trabalho

A neurociência contemporânea demonstra que o cérebro mantém capacidade de reorganização ao longo da vida — fenômeno chamado neuroplasticidade. Pesquisas desenvolvidas na Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) apontam que estímulos cognitivos constantes fortalecem circuitos neurais relacionados à memória, atenção e funções executivas.

Não exercitar a mente não significa que o cérebro “atrofia” de imediato, mas sim que ele entra em modo de economia. Ele passa a operar com o mínimo necessário. E essa economia se manifesta nos pequenos lapsos do cotidiano.

Atenção: A Porta de Entrada da Memória

Grande parte dos esquecimentos não nasce da memória em si, mas da atenção. Se você não estava realmente atento quando colocou o celular sobre a mesa, o registro neural daquela ação foi superficial.

Estudos em neuropsicologia desenvolvidos na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) destacam que a atenção sustentada e o controle inibitório são funções executivas treináveis. Ou seja: podem melhorar com prática direcionada.

Quando vivemos em excesso de estímulos digitais, alternando tarefas a cada poucos segundos, reduzimos nossa capacidade de foco profundo. A mente se acostuma à superficialidade.

E o superficial raramente se consolida como memória duradoura.

Reserva Cognitiva: Um Conceito Fundamental

O conceito de reserva cognitiva, amplamente discutido na literatura científica, sustenta que indivíduos que mantêm vida intelectualmente ativa apresentam maior resistência ao declínio cognitivo.

No Brasil, materiais educativos da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) reforçam que leitura, aprendizado contínuo, interação social e resolução de problemas são fatores protetivos para a saúde cerebral.

Não se trata apenas de envelhecimento. Jovens também apresentam lapsos quando submetidos a rotina automatizada e baixa exigência mental.

Automatização Excessiva: O Paradoxo Moderno

Aplicativos lembram horários. GPS decide rotas. Calculadoras fazem contas simples. Alarmes organizam a vida.

A tecnologia é uma aliada extraordinária — mas quando substitui completamente o esforço mental, reduzimos o exercício natural das funções executivas.

Dentro da Psicologia Essencial, entendemos que autonomia não é apenas liberdade emocional — é também competência cognitiva. Quando terceirizamos demais nossas decisões, diminuímos nossa musculatura psíquica.

Exercitar o Cérebro é um Ato Ético Consigo Mesmo

Estimular a mente não exige grandes estruturas. Exige intencionalidade.

Algumas práticas eficazes:

Aprender algo novo (idioma, instrumento, habilidade manual).

Ler textos que desafiem interpretação.

Escrever à mão.

Resolver problemas sem recorrer imediatamente ao celular.

Realizar testes de atenção e memória.

Praticar presença plena em tarefas simples.

O cérebro responde ao desafio. Ele precisa de novidade, complexidade e significado.

Quando Observar com Mais Atenção

Esquecimentos ocasionais são normais. Porém, quando lapsos se tornam frequentes, persistentes e associados a dificuldade de organização, desorientação ou prejuízo funcional significativo, é importante buscar avaliação profissional.

Nem todo esquecimento é patológico. Mas todo padrão merece investigação.

A Psicologia Essencial não trabalha com alarmismo, mas com consciência. Entre o riso e o alerta, existe a responsabilidade de cuidar da própria mente.

Considerações Finais

O cérebro não enferruja por maldade do tempo. Ele apenas responde ao que oferecemos.

Se oferecemos repetição automática, ele se automatiza.

Se oferecemos desafio e presença, ele se expande.

Esquecer o pão pode ser engraçado.

Esquecer de exercitar a mente pode custar autonomia.

Cuidar do cérebro é preservar identidade, história e capacidade de escolha.

E isso não é luxo — é maturidade.

Referências 

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALZHEIMER (ABRAz). Materiais educativos sobre estimulação cognitiva e prevenção do declínio cognitivo. São Paulo, s.d.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS (UFMG). Pesquisas em neuropsicologia e funções executivas. Belo Horizonte, s.d.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO (UNIFESP). Estudos em neurologia cognitiva e reabilitação neuropsicológica. São Paulo, s.d.

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP). Departamento de Neurologia. Pesquisas sobre envelhecimento cognitivo e plasticidade neural. São Paulo, s.d.

Abilio Machado

Psicoterapeuta – Psicologia Essencial

📞 41 99845-1364 | 41 99635-3923

📲 Instagram: @psicoterapeutaabiliomachado

A relação com a comida 🥐🥑

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