sábado, 28 de fevereiro de 2026

Pensando em paz...



 Os sentimentos de paz, de alegria e de esperança têm suas raízes em nossa maneira de pensar e, obviamente, na nossa maneira de agir. Mas, nem sempre, nos damos conta disso.


As nossas crenças a respeito desses sentimentos positivos, nasce, geralmente, das nossas experiências externas.


Quando pensamos ou tratamos da paz, nós a vemos como a ausência de violência entre as pessoas e até entre nações. Mas, não nos lembramos da paz mais importante: a paz interior.


Se pensamos sobre a alegria, nós a ligamos a acontecimentos externos que nos agradam e não a um "estado de espírito" cultivado internamente por nós. Se alimentamos a esperança, logo nós a vinculamos a algum benefício material a ser alcançado.


O certo é que todos nós queremos paz, mas cada um a quer a seu modo, e bem poucos a procuram de verdade, porque, muitas vezes, buscam uma paz conveniente.


Esquecemos de que, para se obter a paz é preciso que vigiemos os nossos pensamentos e emoções, e esta vigília nos traz uma sensação de bem estar, de que não nos falta tanto quanto imaginávamos e de que nosso cérebro está iluminado por possuirmos amor suficiente para ajudar os outros, além de nós mesmos.


Com este dia, e assim pensando, o início do final de semana poderá nos dar a certeza de que nossa vida está segura, pois está nas mãos de Deus. Se assim quisermos!


Paz profunda 

👋😃✌️

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Os percalços do ser: entre o que somos, o que fomos e o que tentamos aparentar

 


Os percalços do ser: entre o que somos, o que fomos e o que tentamos aparentar

Há tropeços que não fazem barulho.

Não deixam hematomas visíveis, nem arrancam aplausos pela superação. São quedas internas, silenciosas, que acontecem quando a imagem que construímos de nós mesmos começa a rachar.

Ser é um verbo exigente.

Desde cedo aprendemos a desempenhar papéis: o filho responsável, a menina exemplar, o adolescente forte, o adulto produtivo. Construímos versões aceitáveis de nós mesmos para sobreviver emocionalmente aos olhares, às críticas e às expectativas. E, pouco a pouco, passamos a confundir adaptação com identidade.

O primeiro grande percalço do ser nasce aí: quando a máscara se torna mais confortável do que o rosto.

O conflito entre essência e adaptação

A psicologia nos mostra que a formação da identidade é atravessada por múltiplas forças: vínculos primários, experiências traumáticas, modelos culturais e crenças internalizadas. Não nos tornamos quem somos apenas por escolha; tornamo-nos também por defesa.

A criança que foi silenciada pode tornar-se o adulto que fala demais para não ser ignorado.

O adolescente que foi ridicularizado pode vestir a armadura da ironia para não ser ferido novamente.

O profissional competente pode esconder um medo constante de não ser suficiente.

Cada mecanismo de proteção, que um dia foi necessário, pode se transformar em obstáculo quando já não corresponde à realidade atual. Eis outro percalço: carregar estratégias antigas em contextos novos.

O peso das expectativas sociais

Vivemos em uma cultura que valoriza desempenho, visibilidade e produtividade. A subjetividade, porém, não se desenvolve na velocidade das metas. O ser não amadurece sob pressão; ele se constrói na elaboração.

A comparação constante — intensificada pelas redes sociais — cria uma sensação permanente de inadequação. O sujeito passa a se medir por recortes idealizados da vida alheia. E então surge a pergunta corrosiva: “Por que eu não sou como deveria ser?”

Esse “deveria” é um dos maiores sabotadores da autenticidade. Ele afasta o indivíduo de sua própria história e o aproxima de um ideal inatingível.

A travessia da dor como possibilidade

Os percalços do ser não são apenas quedas; são também convites.

Toda crise identitária carrega um potencial de reorganização. Quando o sofrimento é escutado — e não negado — ele pode revelar desejos reprimidos, lutos não elaborados e necessidades esquecidas.

Na clínica, é comum perceber que o sintoma não é inimigo, mas mensageiro. Ansiedade, irritabilidade, desânimo crônico — muitas vezes são expressões de um eu que pede reorganização. O sofrimento, nesse sentido, pode ser um chamado à autenticidade.

Não se trata de romantizar a dor, mas de reconhecer sua função estruturante quando acompanhada e elaborada.

O reencontro consigo

Superar os percalços do ser não significa eliminar conflitos. Significa aprender a habitá-los com consciência. É integrar sombras e luzes, limites e potenciais, sem a necessidade de negar partes da própria história.

Ser não é atingir uma versão final e perfeita de si mesmo.

Ser é um processo contínuo de revisão, amadurecimento e reconciliação.

A autenticidade não nasce da ausência de falhas, mas da coragem de reconhecê-las sem perder a dignidade interna.

Talvez o maior desafio da existência não seja tornar-se extraordinário, mas tornar-se verdadeiro.

E isso exige enfrentamento, escuta interna e, muitas vezes, acompanhamento terapêutico. Porque há travessias que não precisam — e não devem — ser feitas sozinhas.

Abilio Machado

Psicanalista | Psicoarteterapeuta C&P | Neuropsicopedagogo ICH

Terapeuta Cognitivo-Comportamental – abordagem integrativa (Psicologia Essencial)

📞 41 99845-1364 | 41 99635-3923

📲 Instagram: @psicoterapeutaabiliomachado

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Entre o Toque e a Fome

 


Entre o Toque e a Fome

Hoje me deparei com uma imagem que não sai da cabeça.

Duas crianças.

À esquerda, um bebê segura um tablet maior que o próprio tronco. O símbolo brilhante denuncia tecnologia, acesso, futuro digital. O olhar é curioso, quase distraído. Há conforto. Há proteção. Há promessa.

À direita, outra criança.

O corpo encolhido, ossos marcados, olhar abatido. O chão é duro. A sombra atrás dela parece maior que sua própria existência. Não há brilho. Não há distração. Há fome.

E entre elas… um abismo.

Não é apenas desigualdade econômica.

É uma diferença político-sociocultural que nos obriga a refletir sobre o que em nós é ético, moral e justo.

Na clínica aprendi que o ser humano cria mecanismos para suportar o que dói. Quando a dor é coletiva, chamamos de estatística. Quando é distante, chamamos de problema social. Quando nos ameaça, chamamos de ideologia.

Mas quando está diante dos nossos olhos… chamamos de quê?

O bebê da tecnologia não é culpado.

A criança da fome não é responsável.

O conflito está em nós.

Psicologicamente, a desigualdade pode produzir anestesia ou culpa.

Espiritualmente, ela revela a qualidade da nossa consciência.

É fácil defender ideias.

Difícil é sustentar coerência.

É confortável consumir inovação.

Desafiador é enfrentar a exclusão.

A fé que professo me lembra que justiça não é discurso inflamado, é cuidado concreto. Que moral não nasce do grupo ao qual pertenço, mas das escolhas que faço quando ninguém está aplaudindo. Que ética não é opinião — é posicionamento diante da dor do outro.

A imagem não condena tecnologia.

Ela denuncia indiferença.

E talvez a pergunta mais honesta não seja sobre sistemas, governos ou partidos.

Talvez seja:

O que essa diferença revela sobre mim?

Porque enquanto uma infância toca telas, outra toca o chão frio.

E a verdadeira batalha não está entre elas.

Está dentro de nós.

📞 Abilio Machado

Psicoterapeuta – Psicologia Essencial

(41) 99845-1364

(41) 99635-3923

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

A relação com a comida 🥐🥑


 A relação com a comida vai muito além de calorias e dietas. Muita gente acha que “come demais”, quando na verdade só está tentando aliviar um peso que não é físico. 🍽️ A comida vira fuga quando a mente está cansada. Vira recompensa quando você não recebe mais nenhum elogio. Vira anestesia quando o dia exige mais do que você consegue entregar. Vira companhia quando o silêncio pesa. E enquanto ninguém te ensina a enxergar isso, você continua acreditando que o problema é força de vontade — quando, na verdade, é autoconhecimento, regulação emocional e mudança de estilo de vida. Não é sobre contar calorias. É sobre entender por que você come quando não está com fome. É sobre parar de lutar contra você mesma e finalmente recuperar o controle. ✨ Se você sente que está cansada de recomeçar, cansada de se sabotar e pronta pra virar essa chave de vez… o Emagre Ser é o caminho que integra mente, rotina e comportamento — pra você emagrecer por dentro primeiro, e por fora como consequência. 👉 A mudança começa quando você decide entender sua história — não quando tenta compensar no prato.

#emagrecimento #compulsão #terapias

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Que vês? Que sentes?

 


Que vês?

Que sentes?

Levei este card para a sessão sem dizer uma palavra.

A imagem era impactante: um homem de terno alinhado, postura firme… mas com uma caveira no lugar do rosto. Elegante por fora. Mortal por dentro.

Coloquei a imagem entre nós e apenas perguntei:

— Que vês?

A resposta veio rápida:

— Frieza.

Depois, mais baixo:

— Vazio.

Interessante como projetamos.

A caveira pode simbolizar morte, finitude, tempo que passa. Mas também pode representar aquilo que foi despido das máscaras. Sem pele. Sem expressão social. Apenas estrutura.

Quantas pessoas vestem ternos emocionais?

Quantos sorrisos são apenas ossatura social?

Quantas performances escondem exaustão, luto, medo de não ser suficiente?

Na sessão, trabalhávamos a sensação de viver no automático. Alta performance. Reconhecimento externo. E, internamente, uma aridez difícil de nomear.

Perguntei então:

— Que sentes ao olhar?

Silêncio prolongado.

— Angústia… parece que está vivo, mas já morreu por dentro.

Nem sempre a morte é literal. Às vezes morre o entusiasmo. Morre o sonho antigo. Morre a espontaneidade esmagada por exigências excessivas.

Na Psicologia Essencial, trabalhamos justamente essa dissociação entre imagem e essência. Entre o que se apresenta ao mundo e o que pulsa — ou deixou de pulsar — no íntimo.

O card não falava sobre morte física. Falava sobre autenticidade. Sobre o risco de viver apenas para sustentar uma imagem. Sobre o preço emocional de não acessar a própria humanidade.

E termino como terminei na sessão:

Talvez a pergunta não seja apenas “Que vês?”

Mas… há quanto tempo você não se permite sentir?

Se você percebe que está funcionando por fora e se esvaziando por dentro, a psicoterapia pode ser um espaço seguro para reconectar-se com aquilo que ainda pode florescer.

Abilio Machado

Psicoterapeuta – Psicologia Essencial

📞 41 99845-1364 | 41 99635-3923

📲 Instagram: @psicoterapeutaabiliomachado

“Arrisque-se! Pois tudo que é bom começa com um pouco de medo.”



 “Arrisque-se! Pois tudo que é bom começa com um pouco de medo.”

Levei esse card para a sessão dobrado como um bilhete simples.

Coloquei sobre a mesa e pedi que a pessoa lesse em voz alta.

Ela sorriu de canto.

— Fácil falar.

E é mesmo.

O medo não é inimigo. Ele é sinal de fronteira. Sempre que estamos prestes a sair do território conhecido, ele aparece. O corpo reage. A mente cria cenários. A memória resgata fracassos antigos como se fossem profecias.

Naquele atendimento, trabalhávamos a dificuldade de dar um passo importante — uma mudança profissional que já fazia sentido racionalmente, mas ainda não tinha autorização emocional.

Perguntei:

— Se não houvesse medo, isso ainda seria importante?

Silêncio.

O que é irrelevante não nos assusta. O que é pequeno não nos desafia. O medo, muitas vezes, é o preço da expansão.

Na Psicologia Essencial, não ensinamos a eliminar o medo, mas a dialogar com ele. O medo pode ser prudência, pode ser trauma, pode ser crença limitante. Precisamos discernir. Há medos que protegem. Outros apenas repetem histórias antigas.

Arriscar-se não é agir de forma impulsiva. É escolher conscientemente apesar do desconforto. É entender que a coragem não é ausência de medo — é movimento com ele presente.

Ao final da sessão, reformulei a frase do bilhete:

Talvez tudo que é bom comece não apenas com medo…

Mas com decisão.

Se você sente que está paralisado diante de escolhas importantes, talvez seja hora de compreender o que esse medo está tentando dizer — e o que ele já não precisa mais controlar.

Abilio Machado

Psicoterapeuta – Psicologia Essencial

📞 41 99845-1364 | 41 99635-3923

📲 Instagram: @psicoterapeutaabiliomachado

“Acho que me curei demais. Agora eu não gosto de ninguém.”




 “Acho que me curei demais.

Agora eu não gosto de ninguém.”

Usei esse card em sessão esta semana.

Mostrei a imagem — um homem sentado sobre um galho, olhando para uma vila coberta de névoa. Distante. Isolado. Como se estivesse acima de tudo… e, ao mesmo tempo, fora de tudo.

Perguntei:

— O que você vê?

Ele respondeu:

— Alguém que se cansou.

Silêncio.

Às vezes, quando alguém diz “não gosto de ninguém”, não está falando sobre as pessoas. Está falando sobre decepção acumulada. Está falando sobre expectativa frustrada. Está falando sobre ter se entregado demais sem ter recebido o mínimo necessário de volta.

“Me carei demais” — expressão forte. Cuidou demais. Se doou demais. Se adaptou demais. Se anulou demais.

Quando o cuidado não tem limite, ele deixa de ser virtude e começa a ser abandono de si.

Na sessão, trabalhamos algo essencial: a diferença entre amar e se dissolver. Entre ser generoso e ser invisível. Entre acolher o outro e se abandonar no processo.

Muitas vezes, o “não gosto de ninguém” é apenas um mecanismo de defesa. Uma tentativa de proteger um coração exausto. Porque, se eu não gosto, eu não me envolvo. Se eu não me envolvo, eu não me machuco.

Mas o isolamento também machuca.

O homem na árvore não está apenas observando a vila. Ele está evitando descer. E descer significa correr riscos. Significa confiar de novo. Significa reaprender a colocar limites.

No final da sessão, eu disse algo que também deixo aqui:

Talvez você não tenha deixado de gostar das pessoas.

Talvez você só precise aprender a gostar de si primeiro — o suficiente para não se abandonar outra vez.

Se você sente que está emocionalmente cansado, ressentido ou fechado por experiências passadas, a psicoterapia pode ser um espaço seguro para reconstruir vínculos — começando pelo vínculo consigo mesmo.

Abilio Machado

Psicoterapeuta – Psicologia Essencial

📞 41 99845-1364 | 41 99635-3923

📲 Instagram: @psicoterapeutaabiliomachado

Pensando em paz...

 Os sentimentos de paz, de alegria e de esperança têm suas raízes em nossa maneira de pensar e, obviamente, na nossa maneira de agir. Mas, n...