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segunda-feira, 25 de agosto de 2025

O Sequestro da Cultura: Poder, Hegemonia e Sociedade


O Sequestro da Cultura: Poder, Hegemonia e Sociedade

por Abilio Machado - Psicanálise - Psicoterapia - Neuropsicopedagogia

Introdução

O termo “sequestro da cultura” refere-se ao processo pelo qual correntes ideológicas buscam dominar os símbolos, os valores e os significados que estruturam a vida coletiva. Mais do que a disputa pelo poder político ou econômico, trata-se da conquista do imaginário social — o modo como as pessoas percebem o mundo, interpretam a realidade e definem o que é legítimo, belo, verdadeiro e justo.

Esse conceito ganha força a partir das reflexões de Antonio Gramsci, que, em seus Cadernos do Cárcere, destacou que a hegemonia cultural é pré-condição para a manutenção ou conquista do poder político. A cultura não é neutra: ela pode ser capturada, instrumentalizada e moldada.


1. Perspectiva Filosófica: Hegemonia e o Imaginário Social

Gramsci argumentava que não basta conquistar o Estado; é preciso conquistar o consenso. Esse consenso nasce do controle da cultura — escola, literatura, cinema, música, religião e até a linguagem cotidiana.

Pierre Bourdieu, em A Distinção (1979), acrescenta que o poder simbólico pode ser mais eficaz do que a violência física, pois se infiltra nos hábitos e gostos, naturalizando determinadas visões de mundo. Esse processo transforma ideologias em “bom senso”, tornando quase invisível a disputa de fundo.

Exemplo: movimentos políticos contemporâneos priorizam mudanças linguísticas (como novos termos de gênero, redefinição de papéis sociais ou ressignificação de símbolos nacionais) porque entendem que transformar a cultura é transformar a percepção da realidade.


2. Perspectiva Psicanalítica: O Inconsciente Coletivo e a Produção de Desejo

A psicanálise oferece um olhar sobre como a cultura sequestrada atua no nível inconsciente.

Freud, em O Mal-Estar na Civilização (1930), aponta que a cultura exige renúncia pulsional para manter a vida em sociedade. Quando uma ideologia toma a cultura, ela redefine o que deve ser reprimido e o que pode ser liberado.

Lacan aprofunda isso ao mostrar que o sujeito é estruturado pela linguagem. Se a cultura é capturada, o próprio campo simbólico é reorganizado. O inconsciente coletivo passa a girar em torno de novos significantes, que orientam desejos e identificações.

Exemplo: a indústria cultural (cinema, séries, música pop) não apenas entretém, mas produz identificações inconscientes que moldam ideais de corpo, de amor, de política e até de espiritualidade.


3. Perspectiva Teológica: Discernimento e Resistência

Na teologia, a noção de “sequestro da cultura” pode ser lida como uma forma de idolatria: substituir o transcendente por construções ideológicas que pretendem ocupar o lugar do absoluto.

O apóstolo Paulo já alertava em Romanos 12:2:

“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente.”

O cristianismo primitivo se entendia como contracultura diante do Império Romano, resistindo à captura de sua fé pelas narrativas oficiais.

Hoje, muitas tradições religiosas percebem que símbolos e rituais podem ser apropriados por ideologias políticas — seja para legitimar projetos de poder, seja para esvaziar o sentido espiritual e reduzir a fé a mero folclore cultural.

Exemplo: festas religiosas transformadas em eventos turísticos ou slogans políticos revestidos de linguagem bíblica.


4. Exemplos Contemporâneos

  • Educação: currículos escolares tornam-se campo de disputa ideológica, definindo quais narrativas históricas e valores morais são transmitidos.

  • Mídia e Entretenimento: séries, músicas e filmes introduzem novas normatividades, alterando percepções coletivas de família, ética e sexualidade.

  • Política: partidos e movimentos sociais investem na “batalha cultural”, buscando influenciar universidades, redes sociais e até humoristas.

  • Religião: igrejas, templos e símbolos sagrados podem ser instrumentalizados para reforçar agendas políticas.

4.1 Educação

A escola e a universidade são, talvez, os espaços mais estratégicos para a disputa cultural. Quem controla a narrativa educacional controla a memória coletiva e a formação das novas gerações.

  • Seleção histórica: A escolha de quais fatos da história devem ser ensinados (ou omitidos) molda a visão que os alunos terão sobre seu país e seu povo. Narrativas nacionais podem ser exaltadas ou desconstruídas, dependendo da orientação ideológica.

  • Valores morais: A discussão sobre gênero, sexualidade, família e religião dentro das salas de aula mostra como a educação não é neutra, mas sempre portadora de valores.

  • Linguagem: Mudanças no vocabulário escolar — inclusão de novos pronomes, alteração de termos históricos — são formas de disputar o simbólico.

Exemplo: debates sobre o “Escola sem Partido” no Brasil ou sobre a teoria crítica da raça (critical race theory) nos EUA demonstram como a educação é vista como campo de batalha cultural.


4.2 Mídia e Entretenimento

Cinema, séries, música e redes sociais se tornaram veículos centrais para a produção de significados. O entretenimento não apenas reflete a sociedade: ele antecipa e molda comportamentos.

  • Representatividade: a inclusão ou exclusão de determinados grupos em narrativas midiáticas cria novos padrões de normalidade.

  • Roteiros e enredos: histórias carregadas de mensagens sociais ou políticas podem influenciar a percepção coletiva de justiça, liberdade e identidade.

  • Indústria musical: letras e estilos artísticos, muitas vezes, se tornam slogans de movimentos sociais, funcionando como trilha sonora da mudança cultural.

Exemplo: a força de plataformas como Netflix e Disney em pautar debates sobre diversidade, ou ainda o papel de artistas pop em transformar suas carreiras em movimentos políticos.


4.3 Política

Se antes a política buscava apenas conquistar votos, hoje muitos partidos e lideranças entendem que a disputa é cultural antes de ser eleitoral. Essa é a lição gramsciana aplicada no século XXI.

  • Batalha de narrativas: slogans políticos tornam-se memes, hashtags e símbolos que moldam percepções emocionais muito além de propostas concretas.

  • Tomada de espaços culturais: universidades, centros de pesquisa, ONGs e até conselhos de artes e cultura são vistos como arenas para influência ideológica.

  • Polarização simbólica: bandeiras, hinos e até pratos típicos podem ser apropriados como símbolos de determinada ideologia.

Exemplo: a disputa em torno da bandeira nacional em manifestações políticas — ora sendo símbolo de unidade, ora de facção ideológica.


4.4 Religião

A religião, como depositária de valores transcendentes e identidade coletiva, é um dos territórios mais visados para a captura cultural.

  • Instrumentalização política: líderes políticos buscam legitimar seus projetos com linguagem e símbolos religiosos.

  • Folclorização da fé: ritos e festas religiosas se transformam em atrações turísticas, esvaziadas de sua dimensão espiritual.

  • Redefinição teológica: algumas correntes religiosas reinterpretam suas tradições para alinhar-se a agendas políticas ou sociais.

Exemplo: discursos de candidatos citando versículos bíblicos em campanhas, ou celebrações religiosas transformadas em espetáculos midiáticos que servem mais ao turismo do que à devoção.

Nos quatro campos — educação, mídia, política e religião — o sequestro da cultura se dá pelo controle de símbolos, narrativas e valores. O objetivo não é apenas convencer racionalmente, mas reprogramar o inconsciente coletivo para que uma visão de mundo se torne natural, quase invisível.


Conclusão

O “sequestro da cultura” é mais do que metáfora: é uma estratégia real de poder. A cultura, como espaço simbólico e inconsciente, não é neutra. Controlá-la significa moldar consciências, orientar desejos e redefinir valores sociais.

Diante disso, a resistência não pode ser apenas política ou econômica: é também cultural, simbólica e espiritual. Reconhecer as formas de captura é o primeiro passo para restaurar uma cultura plural, crítica e capaz de sustentar sociedades livres.


Referências

  • Gramsci, A. (1929-1935). Cadernos do Cárcere. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

  • Bourdieu, P. (1979). A Distinção. São Paulo: Edusp.

  • Freud, S. (1930). O Mal-Estar na Civilização. Rio de Janeiro: Imago.

  • Lacan, J. (1964). O Seminário, Livro 11: Os Quatro Conceitos Fundamentais da Psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar.

  • Bíblia Sagrada. Romanos 12:2.


 

“Há homens que nascem póstumos”: Um olhar psicanalítico, filosófico e teológico

 


“Há homens que nascem póstumos”: Um olhar psicanalítico, filosófico e teológico

por Abilio Machado - Psicanálise/ Psicoterapia e Neuropsicopedagogia

Introdução

A frase de Raul Seixas, inspirada em Friedrich Nietzsche (em O Anticristo, §1), provoca uma reflexão que ultrapassa o campo da música. Dizer que “há homens que nascem póstumos” é afirmar que certas existências só encontram sentido, reconhecimento ou realização depois da morte. O verso tenciona os limites entre vida e legado, presença e ausência, tempo e eternidade. Neste artigo, exploraremos essa ideia sob três perspectivas: a psicanalítica, a filosófica e a teológica.


1. Perspectiva Psicanalítica

Na psicanálise freudiana, a vida psíquica é atravessada pelo conflito entre Eros (instinto de vida) e Thanatos (instinto de morte). O sujeito busca afirmar-se, mas é também atraído por sua própria dissolução. Nesse sentido, o “homem póstumo” pode ser compreendido como aquele cujo desejo não se cumpre em vida, mas se projeta para além dela.

Freud, em Além do Princípio do Prazer (1920), aponta para a repetição como marca da pulsão. O “nascimento póstumo” seria uma espécie de repetição diferida: um eco de significados que só se inscreve no simbólico após o desaparecimento do sujeito.

Um exemplo é Van Gogh, cuja obra foi praticamente ignorada em vida. Seu desejo inconsciente encontrou realização apenas no campo do Outro — no olhar da posteridade. Assim, ele “nasceu” artisticamente apenas depois da morte.

Do ponto de vista lacaniano, o “nascimento póstumo” se relaciona ao registro simbólico: a obra, a palavra ou o gesto que ultrapassa o corpo biológico e se inscreve no discurso da cultura. O sujeito se torna “sujeito do desejo do Outro” apenas quando sua mensagem é decifrada por aqueles que vêm depois.


2. Perspectiva Filosófica

Em Nietzsche, a ideia aparece no início de O Anticristo:

“Alguns nascem póstumos.” (Es gibt Leute, die erst posthum geboren werden.)

Aqui, Nietzsche sugere que certos homens — como ele mesmo se via — não pertencem ao seu tempo. Seu pensamento é radical demais para ser compreendido no presente e só pode frutificar no futuro. O “nascimento póstumo” é, portanto, o destino dos que rompem com os valores vigentes.

Filosoficamente, trata-se de uma reflexão sobre temporalidade e história da recepção. Hegel já dizia que o “filósofo é o filho do seu tempo”, mas Nietzsche rompe com essa máxima: alguns não são filhos do seu tempo, mas do porvir.

Exemplos abundam:

  • Søren Kierkegaard, ignorado em vida, tornou-se pilar do existencialismo no século XX.

  • Antonio Gramsci, cujos Cadernos do Cárcere só foram publicados anos após sua morte, influenciando decisivamente a teoria crítica.

O nascimento póstumo, então, é a marca do pensador intempestivo, que planta sementes que só germinarão em outras estações.


3. Perspectiva Teológica

Na teologia cristã, a ideia de “nascer póstumo” dialoga com a promessa da vida eterna e da ressurreição. O Evangelho de João (12:24) diz:

“Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dá muito fruto.”

Aqui, a morte não é o fim, mas condição para a fecundidade. O homem póstumo é aquele cujo verdadeiro nascimento acontece no mistério pascal: morrer para dar vida.

Os mártires cristãos são exemplo claro. São Óscar Romero, assassinado em 1980, tornou-se símbolo de resistência e fé apenas após sua morte, reconhecido oficialmente décadas depois como santo. Sua palavra ganhou vida no silêncio de sua ausência.

Na teologia paulina, especialmente em 1 Coríntios 15, o corpo terreno deve morrer para que o corpo espiritual surja. Isso confere ao verso de Raul Seixas uma dimensão escatológica: certos homens só nascem verdadeiramente ao morrer, pois sua obra transcende o tempo.


Conclusão

A frase de Raul Seixas, ecoando Nietzsche, mostra-se fértil para múltiplas leituras.

  • Para a psicanálise, ela revela o desejo que se realiza apenas no Outro, após a morte do sujeito.

  • Para a filosofia, indica o destino dos intempestivos, incompreendidos em seu tempo.

  • Para a teologia, aponta para a lógica pascal: é preciso morrer para gerar vida.

Dizer que “há homens que nascem póstumos” é reconhecer que a vida humana não cabe inteiramente no presente. Algumas existências pertencem ao futuro, e sua presença só se revela plenamente na ausência.


Referências

  • Freud, S. (1920). Além do Princípio do Prazer. Rio de Janeiro: Imago.

  • Lacan, J. (1953-1977). Escritos. Rio de Janeiro: Zahar.

  • Nietzsche, F. (1895). O Anticristo. São Paulo: Companhia das Letras.

  • Kierkegaard, S. (1849). Doença para a Morte. Petrópolis: Vozes.

  • Bíblia Sagrada. João 12:24; 1 Coríntios 15.

  • Romero, Ó. (1980). Homilias e Sermões. San Salvador.

  • Van Gogh, V. Cartas a Theo. São Paulo: Companhia das Letras.

  • Gramsci, A. (1929-1935). Cadernos do Cárcere. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

terça-feira, 12 de agosto de 2025

Psicologia ou militância? O impacto do “psicologue clínique” e a erosão da neutralidade profissional


 Psicologia ou militância? O impacto do “psicologue clínique” e a erosão da neutralidade profissional

por Abilio Machado

A psicologia brasileira atravessa um momento de inflexão. Ao lado de avanços no reconhecimento de minorias e no combate a preconceitos, cresce uma tendência que preocupa: a incorporação explícita de pautas ideológicas na própria identidade profissional, como no caso dos chamados “psicologues clíniques”. A mudança não é meramente estética ou linguística; ela sinaliza uma redefinição de prioridades que pode colocar em risco o compromisso da profissão com a objetividade, o pluralismo e a base científica que a sustenta.

Pesquisas internacionais mostram que essa tensão não é exclusiva do Brasil. Em 2021, um levantamento da American Psychological Association (APA) identificou um aumento significativo na pressão para que psicólogos adotem terminologias e posturas políticas específicas, sob pena de serem vistos como antiéticos ou preconceituosos (APA Task Force on Addressing Systemic Racism, 2021). Embora o combate ao preconceito seja um pilar ético, o relatório alerta para o risco de “reduzir a prática psicológica a um instrumento de educação política, enfraquecendo seu papel como ciência baseada em evidências”.

O caso do 12º Congresso Nacional de Psicologia exemplifica esse deslocamento. O evento, tradicionalmente dedicado à atualização técnica e ao debate científico, incluiu a apresentação de um rap com forte carga ideológica, transformando um espaço profissional em palco de militância. Episódios assim reforçam a percepção de que há uma tentativa de uniformizar o pensamento dentro da categoria — algo que contraria a própria Resolução CFP nº 010/2005, a qual estabelece que a atuação do psicólogo deve respeitar a diversidade e a liberdade de expressão, sem impor convicções pessoais.



No campo internacional, exemplos semelhantes já geraram consequências concretas. No Reino Unido, o relatório Cass Review (2022), sobre serviços de saúde para jovens trans, apontou que pressões ideológicas estavam influenciando diagnósticos e condutas terapêuticas, em detrimento de avaliações clínicas cuidadosas. A principal autora, Dra. Hilary Cass, advertiu que “a polarização ideológica compromete a segurança e a qualidade do atendimento, além de afastar profissionais que discordam da narrativa dominante”.

O impacto dessa tendência vai além dos muros da profissão. Quando a psicologia é percebida como militância disfarçada de ciência, sua credibilidade pública sofre erosão. Dados do Pew Research Center (2022) mostram que, nos Estados Unidos, a confiança na psicologia como ciência caiu de 59% para 48% em uma década, com parte significativa dos entrevistados apontando “politização” como causa dessa desconfiança.

No entanto, a adoção do termo ainda encontra resistências — tanto dentro quanto fora da categoria profissional. Críticas vão desde a dificuldade de adaptação à linguagem neutra até o questionamento sobre a real efetividade dessa mudança no enfrentamento de preconceitos estruturais. Parte da comunidade argumenta que a transformação social vai muito além da nomenclatura, exigindo políticas públicas, formação acadêmica e práticas clínicas comprometidas com equidade, mas o que seria esta equidade senão a abertura de diálogo e aceitação das diferenças, mas quando o próprio discurso feito vem impregnado de ofensas e ameaças na destruição dos principais fundamentos sociais, religiosos, familiares em que afetam diretamente a dinâmica das relações, qual seria o melhor caminho?

É claro que inclusão e acolhimento são valores essenciais. Mas quando a identidade pessoal do profissional — seja de gênero, política ou cultural, não esquecendo a religiosa — passa a determinar linguagem, diagnóstico e conduta clínica, corremos o risco de substituir a escuta plural por um catecismo ideológico. O verdadeiro desafio é manter um equilíbrio em que a diversidade seja respeitada, mas sem que a ciência se torne refém de modas e pressões políticas.


A psicologia, enquanto ciência e profissão regulamentada, não pode se dar ao luxo de ser conduzida pelo pêndulo das modas ideológicas. A empatia e o acolhimento são pilares inegociáveis, mas não devem se confundir com a abdicação da objetividade e da autonomia crítica. Quando a identidade pessoal do psicólogo(a/e) passa a ditar a forma como ele conduz a teoria, a técnica e até a linguagem, abre-se um precedente perigoso: o de transformar a clínica num espaço de militância e catequese ideológica, em vez de um ambiente de investigação e cuidado fundamentado.

O desafio não está em proibir palavras ou identidades, mas em resgatar o eixo da psicologia como campo científico que dialoga com a sociedade sem se tornar refém de agendas particulares. A profissão só se fortalece quando consegue integrar diversidade sem abrir mão da liberdade de pensamento — algo que, no cenário atual, parece cada vez mais ameaçado.

Se a psicologia abdicar desse equilíbrio, não será apenas um termo como psicologue que estará em jogo. Será a própria capacidade da profissão de exercer sua função primordial: compreender e cuidar da mente humana com objetividade, ética e liberdade de pensamento.

Referências:

  • American Psychological Association. Task Force on Addressing Systemic Racism. APA, 2021.

  • Conselho Federal de Psicologia. Resolução CFP nº 010/2005. Brasília, 2005.

  • Cass, H. Independent Review of Gender Identity Services for Children and Young People (Cass Review). NHS England, 2022.

  • Pew Research Center. Public Trust in Scientists Has Dropped Since the Pandemic. Washington, 2022.

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