Vivemos cercados por barulhos: notificações do celular, vozes que disputam atenção, opiniões lançadas como pedras em praça pública. Nesse turbilhão, muitos acreditam que só se comunica quem fala. Mas esquecem que o silêncio também tem sua voz.
Na psicologia, o silêncio pode ser um espaço terapêutico: o lugar onde sentimentos ocultos emergem e o inconsciente encontra forma. Quantas vezes, diante do choro de alguém, não precisamos dizer nada? O simples silêncio acolhedor já transmite cuidado.
Na teologia, o silêncio é igualmente sagrado. O salmista escreveu: “Aquietai-vos, e sabei que Eu sou Deus” (Salmos 46:10). É na pausa que ouvimos o divino, na ausência de ruído que reconhecemos a presença. Deus não se revela apenas nos trovões, mas também no sussurro suave.
O peso e o sentido do silêncio
O silêncio pode ser cura ou arma. Cura, quando nos permite escutar, refletir e respeitar o outro. Arma, quando usado como indiferença ou castigo. Assim, não basta silenciar: é preciso perguntar de onde vem esse silêncio e para onde ele aponta.
Em meio à correria, nossa alma implora por silêncios interiores. Não apenas desligar o som externo, mas também aquietar as vozes internas de culpa, cobrança e comparação. O silêncio interior é o que abre espaço para a oração verdadeira, aquela que não é apenas palavras, mas escuta atenta ao coração de Deus.
Natal e o silêncio
O Natal é marcado por essa mesma linguagem silenciosa: o Filho de Deus veio ao mundo sem discursos, sem discursos triunfais, mas no silêncio de uma noite simples. Enquanto os homens dormiam, o maior acontecimento da história se desenrolava em silêncio.
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✨ Ensinamento do Papai Noel: O silêncio pode ser vazio ou plenitude. Que o nosso seja sempre espaço para acolher, ouvir e deixar Deus falar.
---Por Abilio Machado Psicanalista - Psicoterapeuta - Neuropsicopedagogo ICH
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