JANEIRO BRANCO E A SAÚDE MENTAL
Abilio Machado - Psicanalista, Psicoterapeuta e Neuropsicopedagogo ICH
Janeiro Branco não é apenas um mês no calendário.
É um convite silencioso para olhar para dentro — e, às vezes, isso é mais difícil do que parece.
Depois das festas, dos excessos, das promessas feitas à meia-noite, sobra o que quase nunca recebe atenção: a mente cansada, as emoções acumuladas, os silêncios engolidos ao longo do ano. Janeiro chega branco como uma folha em espera, perguntando, sem pressa: como você está, de verdade?
Cuidar da saúde mental não é sinal de fraqueza, é gesto de coragem. É reconhecer que nem tudo precisa ser suportado sozinho, que sentir cansaço, tristeza, confusão ou medo faz parte da experiência humana. O adoecimento psíquico não grita — ele sussurra. E, quando ignorado, cobra seu preço no corpo, nas relações, na vida.
Janeiro Branco nos lembra que falar é tratamento, escutar é cuidado, acolher é prevenção. Que terapia não é luxo, é higiene emocional. Assim como cuidamos do coração, dos ossos, da alimentação, também precisamos aprender a cuidar dos pensamentos que nos habitam e das histórias que contamos a nós mesmos.
Que este mês seja menos sobre metas inalcançáveis e mais sobre autopercepção. Menos cobrança, mais honestidade interna. Menos pressa, mais presença. Que possamos escrever, nesta folha branca, um compromisso simples e profundo: não abandonar a nós mesmos ao longo do ano.
Porque saúde mental não é ausência de dor.
É a capacidade de atravessá-la com sentido, apoio e humanidade.
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