terça-feira, 6 de janeiro de 2026

O professor não é espelho. É janela.



 O professor não é espelho. É janela.

por Abilio Machado 

Educar não é criar réplicas de si mesmo.

É formar pessoas capazes de pensar com autonomia, senso crítico e responsabilidade — inclusive quando discordam de nós.

O papel do professor não é moldar consciências à sua imagem, mas abrir caminhos para o conhecimento, o diálogo e a liberdade intelectual.

Eu sou professor — e é justamente por isso que preciso dizer o que muita gente prefere sussurrar nos corredores da escola, longe da sala dos professores e das certezas ideológicas.

O meu dever não é fabricar cópias do que penso.

Não é criar pequenos porta-vozes das minhas convicções pessoais.

Muito menos induzir crianças e adolescentes a aceitarem, sem reflexão, visões específicas sobre gênero, política ou mundo.

Meu trabalho é transferir conhecimento, não colonizar consciências.

Quando o professor passa do ponto, ele deixa de ensinar e começa a doutrinar.

E doutrinação é o nome elegante que a vaidade intelectual dá ao autoritarismo pedagógico.

Ensinar exige humildade.

Doutrinar exige aplauso.

O problema começa quando se confunde formar pensamento crítico com formar pensamento alinhado. Quando o aluno discorda e isso é lido como falha, ignorância ou resistência moral — e não como exercício legítimo de autonomia.

Há algo profundamente narcísico em querer que o aluno pense como eu.

Como se o sucesso pedagógico fosse medido pela quantidade de réplicas ideológicas que saem da sala ao fim do ano letivo.

Não se trata de negar valores. Professores os têm — e sempre terão.

Mas valores não se impõem: se apresentam, se discutem, se confrontam.

A sala de aula não é palanque.

O quadro negro não é cartaz de campanha.

E o aluno não é massa de manobra emocional nem laboratório sociopolítico.

Quando eu induzo, eu exerço violência simbólica.

Quando eu silencio quem pensa diferente, ensino medo — não liberdade.

Quando rotulo o aluno crítico como “atrasado” ou “problemático”, já não educo: adestra-se.

As férias chegaram.

E talvez seja hora de menos cursos sobre o que o aluno deve pensar

e mais autoanálise sobre quem nos tornamos enquanto educadores.

Será que eu ensino para libertar

ou para confirmar minhas certezas?

Será que eu acolho o aluno que me questiona

ou apenas celebro o que me repete?

Será que eu crio janelas para o mundo

ou espelhos onde só vejo meu próprio reflexo?

Educar é correr o risco de formar alguém que discorde de mim —

e ainda assim respeitá-lo.

Talvez as férias sejam um bom tempo para essa pausa necessária.

Uma pausa para olhar menos para o que o aluno pensa

e mais para como nós, professores, estamos ensinando.

Onde termina a formação do pensamento crítico

e onde começa a imposição das nossas próprias convicções?

Fica a reflexão.


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O que a memória ama, fica eterno.

 


O QUE A MEMÓRIA AMA, FICA ETERNO

(Adélia Prado)


   Quando eu era pequena, não entendia o choro solto da minha mãe ao assistir a um filme, ouvir uma música ou ler um livro. O que eu não sabia é que minha mãe não chorava pelas coisas visíveis. Ela chorava pela eternidade que vivia dentro dela e que eu, na minha meninice, era incapaz de compreender. 

   O tempo passou e hoje me emociono diante das mesmas coisas, tocada por pequenos milagres do cotidiano.

   É que a memória é contrária ao tempo. Enquanto o tempo leva a vida embora como vento, a memória traz de volta o que realmente importa, eternizando momentos. Crianças têm o tempo a seu favor e a memória ainda é muito recente. Para elas, um filme é só um filme; uma melodia, só uma melodia. Ignoram o quanto a infância é impregnada de eternidade.

   Diante do tempo, envelhecemos, nossos filhos crescem, muita gente parte. Porém, para a memória, ainda somos jovens, atletas, amantes insaciáveis. Nossos filhos são crianças, nossos amigos estão perto, nossos pais ainda vivem.

   Quanto mais vivemos, mais eternidades criamos dentro da gente. Quando nos damos conta, nossos baús secretos – porque a memória é dada a segredos – estão recheados daquilo que amamos, do que deixou saudade, do que doeu além da conta, do que permaneceu além do tempo.

   A capacidade de se emocionar vem daí, quando nossos compartimentos são escancarados de alguma maneira. Um dia você liga o rádio do carro e toca uma música qualquer, ninguém nota, mas aquela música já fez parte de você – foi o fundo musical de um amor, ou a trilha sonora de uma fossa – e mesmo que tenham se passado anos, sua memória afetiva não obedece a calendários, não caminha com as estações; alguma parte de você volta no tempo e lembra aquela pessoa, aquele momento, aquela época...

   Amigos verdadeiros têm a capacidade de se eternizar dentro da gente. É comum ver amigos da juventude se reencontrando depois de anos – já adultos ou até idosos – e voltando a se comportar como adolescentes bobos e imaturos. Encontros de turma são especiais por isso, resgatam as pessoas que fomos, garotos cheios de alegria, engraçadinhos, capazes de atitudes infantis e debilóides, como éramos há 20 ou 30 anos. Descobrimos que o tempo não passa para a memória. Ela eterniza amigos, brincadeiras, apelidos... mesmo que por fora restem cabelos brancos, artroses e rugas.

   A memória não permite que sejamos adultos perto de nossos pais. Nem eles percebem que crescemos. Seremos sempre "as crianças", não importa se já temos 30, 40 ou 50 anos. Pra eles, a lembrança da casa cheia, das brigas entre irmãos, das estórias contadas ao cair da noite... ainda são muito recentes, pois a memória amou, e aquilo se eternizou.

   Por isso é tão difícil despedir-se de um amor ou alguém especial que por algum motivo deixou de fazer parte de nossas vidas. Dizem que o tempo cura tudo, mas não é simples assim. Ele acalma os sentidos, apara as arestas, coloca um band-aid na dor. Mas aquilo que amamos tem vocação para emergir das profundezas, romper os cadeados e assombrar de vez em quando. Somos a soma de nossos afetos, e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.

   Do mesmo modo, somos memórias vivas na vida de nossos filhos, cônjuges, ex-amores, amigos, irmãos. E mesmo que o tempo nos leve daqui, seremos eternamente lembrados por aqueles que um dia nos amaram. 

🎅🧙‍♂

#papainoelabiliomachado

#psicologiapastoral

Janeiro Branco e a Saúde Mental

 


JANEIRO BRANCO E A SAÚDE MENTAL  

Abilio Machado - Psicanalista, Psicoterapeuta e Neuropsicopedagogo ICH

Janeiro Branco não é apenas um mês no calendário.

É um convite silencioso para olhar para dentro — e, às vezes, isso é mais difícil do que parece.

Depois das festas, dos excessos, das promessas feitas à meia-noite, sobra o que quase nunca recebe atenção: a mente cansada, as emoções acumuladas, os silêncios engolidos ao longo do ano. Janeiro chega branco como uma folha em espera, perguntando, sem pressa: como você está, de verdade?

Cuidar da saúde mental não é sinal de fraqueza, é gesto de coragem. É reconhecer que nem tudo precisa ser suportado sozinho, que sentir cansaço, tristeza, confusão ou medo faz parte da experiência humana. O adoecimento psíquico não grita — ele sussurra. E, quando ignorado, cobra seu preço no corpo, nas relações, na vida.

Janeiro Branco nos lembra que falar é tratamento, escutar é cuidado, acolher é prevenção. Que terapia não é luxo, é higiene emocional. Assim como cuidamos do coração, dos ossos, da alimentação, também precisamos aprender a cuidar dos pensamentos que nos habitam e das histórias que contamos a nós mesmos.

Que este mês seja menos sobre metas inalcançáveis e mais sobre autopercepção. Menos cobrança, mais honestidade interna. Menos pressa, mais presença. Que possamos escrever, nesta folha branca, um compromisso simples e profundo: não abandonar a nós mesmos ao longo do ano.

Porque saúde mental não é ausência de dor.

É a capacidade de atravessá-la com sentido, apoio e humanidade.



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segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Cicatriz que Nasce Antes do Nome

 

Cicatriz que Nasce Antes do Nome

Por Abilio Machado

Uma criança nasceu
antes mesmo de ter escolha.
Veio ao mundo já herdando
a tolerância às drogas
que a mãe carregava no sangue,
como herança silenciosa
de uma juventude perdida
entre becos, promessas vazias
e o brilho falso das químicas baratas.

Cresceu vendo jovens avançarem curiosos
na mesma rua estreita,
onde o asfalto é ponte insegura
e a cabeça vira laboratório improvisado
de misturas que queimam, aceleram,
apagando o pouco de esperança que restou.
Ali, a vida é química demais
e afeto de menos.

Quem te atura?!
Beber até o mundo rodar,
até o corpo tombar,
até o sono te levar pro chão frio
e o amanhecer te devolver
todo mijado, envergonhado,
repetindo o mesmo lamento:
“Olha só a cagada que eu fiz…”

Sou infeliz.
Estendo as mãos ao céu rachado
de fios elétricos e promessas quebradas:
“Olha só a cagada que eu fiz…”

A saúde vai pro buraco,
o trabalho escapa,
as oportunidades fecham a porta
antes mesmo de bater.
Vem a cobrança: da vida, da rua,
da polícia, do crime,
da fome que empurra pro lado errado.
E eu pago caro,
caro demais,
por um caminho que começou torto
antes mesmo de eu saber andar.

Sou infeliz.
E acordo na madrugada, assustado,
com o coração disparado,
com o eco de passos lá fora
e o medo de virar estatística.
Repito baixinho,
como quem confessa ao escuro:
“Olha só a cagada que eu fiz…”

Mas ninguém vê
que a cagada não nasceu comigo.
Ela me antecede,
me atravessa,
me empurra.
E eu tento, tropeço,
levanto, caio de novo,
nessa guerra invisível
que chamam de vida.

A TRAMA DAS DROGAS ENTRE OS JOVENS



A TRAMA DAS DROGAS ENTRE OS JOVENS

Por Abilio Machado

O uso de drogas entre jovens não nasce no vazio. Ele se constrói em camadas de vulnerabilidade, curiosidade, ausência de pertencimento, fuga emocional e, sobretudo, em uma sociedade que fala muito sobre prevenção, mas esconde seus próprios vícios atrás de taças, rótulos caros e moralismo seletivo.

Os riscos começam na experimentação banalizada: beber até se embriagar é visto, muitas vezes, como rito de passagem. É comum, é “normal”, é celebrado como se fosse um gesto de liberdade — quando, na verdade, se torna uma porta aberta para perdas significativas na saúde, na vida escolar, no trabalho e, em muitos casos, na aproximação com o crime.

O abuso de álcool entre jovens é frequentemente invisibilizado. Fala-se muito das drogas ilícitas, mas silencia-se sobre o etanol vendido em cada esquina, estampado em propagandas festivas, mesmo sendo ele um dos maiores responsáveis por acidentes, violência, intoxicações e danos ao desenvolvimento.

As consequências aparecem cedo: efeitos negativos no corpo e na mente, impulsividade, fragilização emocional, vulnerabilidade às violências e à exploração. A curto prazo, multiplicam-se acidentes e brigas; a longo prazo, traçam-se ciclos de dependência e perda de oportunidades.

O percurso das substâncias varia — maconha, tabaco, ecstasy, LSD — mas a realidade é a mesma: um mundo sombrio que dilacera indivíduos, famílias e comunidades. A droga, por si só, não cria o crime; é o vazio social ao redor dela que alimenta essa engrenagem. Onde há abandono, falta de políticas públicas, desigualdade e ausência de afeto, brota um terreno fértil para o uso e para o recrutamento criminoso.

E, no entanto, existe um ponto crucial nessa discussão: o problema não é exclusivo de ninguém.

Está no pobre, nas periferias, nas minorias que sobrevivem às duras penas, entre conchas de feijão e necessidades básicas.
Mas também está no médio, na classe trabalhadora, no proletariado que se anestesia para esquecer a dureza do dia, entre ossos de frango frito e jornadas exaustivas.
E está no rico, sim, escondido não mais no quinino, mas no caviar, nos condomínios de luxo, nos tapetes felpudos embalados por whisky de 12 anos e vinhos de safras especiais.

É por isso que a hipocrisia dói:
Há quem pregue moral, quem condene o jovem da periferia, quem discurse inflamado sobre vício e decadência… com um cigarro aceso na ponta dos dedos.
E há quem fale de “bons valores”, “família”, “retidão”, enquanto ergue a taça de vinho chileno ou italiano, alimentando o mesmo sistema de dependência — só que com rótulos mais caros e justificativas socialmente aceitas.

A sociedade denuncia o baseado do adolescente pobre, mas aplaude o brinde do adulto bem vestido.
Aponta o dedo para a maconha no beco, mas normaliza o álcool da confraternização da empresa.
Criminaliza a fuga barata dos vulneráveis, mas romantiza a fuga sofisticada de quem pode pagar.

Esse problema atravessa bairros, cidades, estados, classes, cores, religiões.
Não pertence a um só grupo — afeta a todos.
E enquanto continuarmos tratando a dependência dos pobres como crime, e a dependência dos ricos como “um momento social”, nada mudará.

Só haverá transformação quando reconhecermos que o vício é um fenômeno humano, social e emocional — e que a hipocrisia institucionalizada é um dos maiores impedimentos para enfrentar, de fato, essa realidade. 



sexta-feira, 21 de novembro de 2025

A ALEGRIA POR MIM

 



A ALEGRIA

Por Abilio Machado 

A alegria nasce quando o ser humano decide acender a própria luz por dentro. É quando ele afina o passo, percebe o valor de cada segundo, e descobre que a felicidade verdadeira não é algo que se recebe — é algo que se oferece. Quem encontra esse estado interno sabe transformar pensamento em gesto, gesto em presença, presença em humanidade. Cria vínculos, estende solidariedade, dignifica quem toca. E faz isso com prazer.


Com a palavra suave e o coração desarmado, ele constrói mundo. Alimenta, acolhe, reconstrói pela via do amor. Caminha, sempre, na direção da integração — consigo, com o outro, com o todo.


A cada instante, coloca sua consciência a serviço do bem. Sabe que toda grande transformação humana nasce do equilíbrio mental, espiritual e moral. Por isso trabalha com empenho; liberta-se da angústia, da vacilação e do vazio, porque aprendeu a repousar o pensamento na construção — da justiça, da liberdade, da harmonia.


É alguém que busca o diálogo, cultiva entendimento, oferece boa vontade. Fraterno, reconhece que a vida cotidiana pede olhos atentos ao lado bom das coisas. Eleva-se acima das provações e mantém viva a capacidade de agradecer. Sua existência se torna um cântico suave dirigido ao Criador.


O espírito fortalecido cresce na disciplina, no autoconhecimento, na esperança que brota de uma autoestima bem cultivada. O homem espiritualizado não carrega tristeza como morada: ele confia, respeita, compreende a diversidade humana sem tentar encaixá-la em moldes estreitos.


A alegria, quando real, transforma destinos. Empurra o ser humano para territórios interiores onde o trabalho, o propósito e o bem ganham nova luz. Sempre foi — e sempre será — uma força evolutiva incontornável, capaz de elevar moral, espírito e caráter.


A certeza da vida eterna liberta a alma do que fere, do que magoa, do que tenta desviá-la no percurso terrestre. Quem vive o processo construtivo da alegria sabe que o futuro não é ameaça: é horizonte de luz, dignidade, esperança e paz.


E assim, aquele que se educa, que se forma cultural e moralmente, entende que tem um dever silencioso: cultivar autodisciplina, buscar aprendizado permanente, expressar — em todas as circunstâncias — o prazer de existir, a fé no Criador, e a convicção de que cada experiência é uma força que empurra o espírito para frente.


Esperança. Alegria. Júbilo.

Três sementes que, quando plantadas por dentro, fazem o mundo florescer por fora.


 Ser ou não ser? Eis a questão!



 Ser ou não ser? Eis a questão!

Por Abilio Machado 

Imortalizada por Shakespeare, esta frase está presente nas dúvidas de muitas pessoas quando o assunto é o espirito. Qualquer um de nós pode se perguntar: sou um espirito ou tenho um espírito? Ou ainda, sou um corpo ou tenho um corpo?

Se, após alguma análise, a conclusão for que sou um espirito e tenho um corpo, a dúvida seguinte poderá ser: sendo um espirito, sou imortal ou isso é uma ilusão das religiões?

Como ainda há muitos irmãos de outras crenças que nos informam que o espírito está sujeito a uma segunda morte, caberia questionar: se corpo e espirito fossem mortais, por que haveria corpo e espírito então? Considerando que não há dúvidas de que o corpo é mortal, podemos concluir que, ou não há espírito, ou o espirito é imortal.

Nos dizeres atribuídos a Jesus em seu diálogo com Nicodemos: (0 espírito é como o vento que sopra... "não se sabe de onde vem e nem para onde vai, mas em verdade te digo que se o Homem não renasce da água e do espírito, não pode entrar no reino de Deus".

Nesta oportunidade, Jesus buscava explicar ao interessado que reencarnação era o caminho evolucionário para um reino de harmonia que está dentro de cada um de nós, mas que temos que descobrir e ocupar por meio do nosso próprio esforço.

O espírito é creado simples e ignorante, mas por ser dotado de inteligência e liberdade constrói a si mesmo ao longo da sua trajetória.

Como modelo exemplar desta ideia, no pátio de uma universidade norte ame-ricana há uma estátua inacabada, onde o personagem bem acabado até a altura da cintura, com um martelo em uma mão e uma talhadeira na outra, aparece esculpindo a si mesmo. Sem uma palavra, a bela imagem passa a mensagem que o ser é o construtor do seu próprio aperfeiçoamento.


Como espirito, sou uma unidade de vida inteligente, sou também a soma de minhas vivências e convivências, alegrias e tristezas, amores e dissabores, erros e acertos. Sou a causa e o efeito da minha própria história multiencarnatória. Em mim estão os principios, as crenças e os valores morais que construi. Aos poucos vou testando e substituindo ideias. Sou o fruto do polimento que dei a mim mesmo e minha história é meu patrimônio de conhecimento.


Sou como o bloco de pedra ou metal que aos poucos tem os excessos removidos e que a exemplo da escultura mencionada adquire formas harmo-niosas, revela sua essência e cumpre os papéis que escolhe.


Aprendizado contínuo faz coerência com imortalidade, com liberdade, respon-sabilidade e resultados. Hoje já sou melhor do que fui ontem e amanhã poderei ser um pouco melhor do que sou hoje.


Duvido, logo penso. Penso, logo sou. Descartes

O dilema do Bonde.

  O Dilema do Bonde Quadro 1: Um bonde desgovernado avança rapidamente por uma linha férrea. Cinco pessoas estão amarradas nos trilhos à fre...