Ser ou não ser? Eis a questão!
Por Abilio Machado
Imortalizada por Shakespeare, esta frase está presente nas dúvidas de muitas pessoas quando o assunto é o espirito. Qualquer um de nós pode se perguntar: sou um espirito ou tenho um espírito? Ou ainda, sou um corpo ou tenho um corpo?
Se, após alguma análise, a conclusão for que sou um espirito e tenho um corpo, a dúvida seguinte poderá ser: sendo um espirito, sou imortal ou isso é uma ilusão das religiões?
Como ainda há muitos irmãos de outras crenças que nos informam que o espírito está sujeito a uma segunda morte, caberia questionar: se corpo e espirito fossem mortais, por que haveria corpo e espírito então? Considerando que não há dúvidas de que o corpo é mortal, podemos concluir que, ou não há espírito, ou o espirito é imortal.
Nos dizeres atribuídos a Jesus em seu diálogo com Nicodemos: (0 espírito é como o vento que sopra... "não se sabe de onde vem e nem para onde vai, mas em verdade te digo que se o Homem não renasce da água e do espírito, não pode entrar no reino de Deus".
Nesta oportunidade, Jesus buscava explicar ao interessado que reencarnação era o caminho evolucionário para um reino de harmonia que está dentro de cada um de nós, mas que temos que descobrir e ocupar por meio do nosso próprio esforço.
O espírito é creado simples e ignorante, mas por ser dotado de inteligência e liberdade constrói a si mesmo ao longo da sua trajetória.
Como modelo exemplar desta ideia, no pátio de uma universidade norte ame-ricana há uma estátua inacabada, onde o personagem bem acabado até a altura da cintura, com um martelo em uma mão e uma talhadeira na outra, aparece esculpindo a si mesmo. Sem uma palavra, a bela imagem passa a mensagem que o ser é o construtor do seu próprio aperfeiçoamento.
Como espirito, sou uma unidade de vida inteligente, sou também a soma de minhas vivências e convivências, alegrias e tristezas, amores e dissabores, erros e acertos. Sou a causa e o efeito da minha própria história multiencarnatória. Em mim estão os principios, as crenças e os valores morais que construi. Aos poucos vou testando e substituindo ideias. Sou o fruto do polimento que dei a mim mesmo e minha história é meu patrimônio de conhecimento.
Sou como o bloco de pedra ou metal que aos poucos tem os excessos removidos e que a exemplo da escultura mencionada adquire formas harmo-niosas, revela sua essência e cumpre os papéis que escolhe.
Aprendizado contínuo faz coerência com imortalidade, com liberdade, respon-sabilidade e resultados. Hoje já sou melhor do que fui ontem e amanhã poderei ser um pouco melhor do que sou hoje.
Duvido, logo penso. Penso, logo sou. Descartes





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