Judas Tadeu
Ele é um personagem fascinante porque aparece pouco, mas faz uma pergunta muito profunda a Jesus no Evangelho de João.
Em João 14:22, ele pergunta algo assim:
“Senhor, por que te manifestarás a nós e não ao mundo?”
Essa pergunta revela um arquétipo muito bonito da alma humana:
✨ a fé que continua perguntando
✨ o coração que busca entender os mistérios de Deus
Por isso, na leitura psicoteológica da sua série, Judas Tadeu pode representar:
🕯️ a esperança que faz perguntas
ou
🌿 a fé que procura compreender
Não por acaso, na tradição cristã ele ficou conhecido como o santo das causas difíceis e desesperadas.
Talvez porque quem pergunta assim…
é quem não desistiu de acreditar.
Crônica XI - Judas Tadeu — A Esperança que Ainda Pergunta
Há um tipo de fé que grita.
Outra que canta.
Mas existe também uma fé que pergunta.
Nem sempre quem pergunta está duvidando.
Às vezes, quem pergunta está tentando compreender o mistério.
Entre os discípulos de Jesus havia um homem assim.
Chamava-se Judas Tadeu.
Seu nome carrega duas identidades.
Judas — um nome comum entre os judeus daquele tempo.
Tadeu — um apelido que significa algo como “coração valente” ou “peito corajoso”.
Talvez por isso a tradição tenha guardado dele uma única pergunta —
uma pergunta pequena nas palavras,
mas enorme na profundidade.
Está registrada no evangelho de Evangelho de João, capítulo 14.
Jesus falava sobre se revelar aos seus discípulos.
Falava de presença, de amor, de intimidade espiritual.
Então Tadeu levantou a voz e perguntou:
“Senhor, por que te manifestarás a nós e não ao mundo?”
Que pergunta curiosa.
Ele não pergunta se Jesus se manifestaria.
Ele pergunta por que não a todos.
Ali está o coração desse discípulo.
Não é um homem que quer privilégios espirituais.
É um homem que deseja que todos vejam a luz.
Talvez seja por isso que, com o passar dos séculos, o povo começou a invocá-lo como o santo das causas impossíveis.
Porque quem faz perguntas assim
não desistiu da humanidade.
Quem pergunta assim acredita que até os casos mais difíceis ainda podem ser alcançados por Deus.
Na psicologia da alma humana, todos nós carregamos um pouco de Tadeu.
É aquela parte dentro de nós que pergunta:
— Por que tanta dor no mundo?
— Por que Deus parece tão escondido às vezes?
— Por que alguns veem e outros não?
Essas perguntas não são falta de fé.
São sinais de um coração que ainda busca.
A fé morta não pergunta nada.
Ela apenas repete.
Mas a fé viva faz perguntas —
porque deseja compreender,
deseja crescer,
deseja ver mais longe.
Talvez por isso Jesus nunca repreendeu Tadeu.
Porque Deus não se incomoda com nossas perguntas.
O que entristece o céu
não é perguntar.
É parar de procurar.
E assim segue Judas Tadeu,
o discípulo que nos lembra que a esperança mais profunda
não é a que tem todas as respostas.
É a que ainda tem coragem de perguntar.

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