“Arrisque-se! Pois tudo que é bom começa com um pouco de medo.”
Levei esse card para a sessão dobrado como um bilhete simples.
Coloquei sobre a mesa e pedi que a pessoa lesse em voz alta.
Ela sorriu de canto.
— Fácil falar.
E é mesmo.
O medo não é inimigo. Ele é sinal de fronteira. Sempre que estamos prestes a sair do território conhecido, ele aparece. O corpo reage. A mente cria cenários. A memória resgata fracassos antigos como se fossem profecias.
Naquele atendimento, trabalhávamos a dificuldade de dar um passo importante — uma mudança profissional que já fazia sentido racionalmente, mas ainda não tinha autorização emocional.
Perguntei:
— Se não houvesse medo, isso ainda seria importante?
Silêncio.
O que é irrelevante não nos assusta. O que é pequeno não nos desafia. O medo, muitas vezes, é o preço da expansão.
Na Psicologia Essencial, não ensinamos a eliminar o medo, mas a dialogar com ele. O medo pode ser prudência, pode ser trauma, pode ser crença limitante. Precisamos discernir. Há medos que protegem. Outros apenas repetem histórias antigas.
Arriscar-se não é agir de forma impulsiva. É escolher conscientemente apesar do desconforto. É entender que a coragem não é ausência de medo — é movimento com ele presente.
Ao final da sessão, reformulei a frase do bilhete:
Talvez tudo que é bom comece não apenas com medo…
Mas com decisão.
Se você sente que está paralisado diante de escolhas importantes, talvez seja hora de compreender o que esse medo está tentando dizer — e o que ele já não precisa mais controlar.
Abilio Machado
Psicoterapeuta – Psicologia Essencial
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