Encerrar uma análise não é abandonar.
É sustentar uma saída. Muitas pessoas imaginam que o fim de uma análise acontece quando “tudo está resolvido”.
Mas a Psicanálise não promete uma vida sem conflito. O inconsciente continua existindo. Os desejos continuam produzindo impasses.
A vida psíquica nunca se encerra. O que muda ao longo de uma análise é a posição do sujeito diante do que vive. Aquilo que antes aparecia como repetição cega pode se tornar algo reconhecido.
Encerrar uma análise não significa ausência de sofrimento. Significa que o sujeito pode sustentar sua história sem precisar repeti-la da mesma maneira.
Algo foi simbolizado. Algo foi elaborado. O sintoma já não ocupa o mesmo lugar. Por isso o final de uma análise não é ruptura.
É passagem. O sujeito sai não porque tudo terminou, mas porque pode continuar sem depender do espaço analítico.
Se você se interessa pela clínica psicanalítica para além dos estereótipos, me siga...







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