terça-feira, 29 de setembro de 2026

Os excessos de laudos do espectro autista


 Uma pediatra chamou atenção para o aumento das avaliações relacionadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil e destacou a importância de analisar cada situação com cuidado.


Em entrevista ao MidiaNews, a pediatra Cláudia Boutros Carvalho afirmou que o crescimento desses registros pode estar ligado tanto ao maior reconhecimento das características do TEA quanto ao aumento dos encaminhamentos para avaliação.


Segundo a médica, em algumas situações, a análise pode acontecer de forma muito rápida. Por isso, ela reforça a importância de acompanhar o desenvolvimento da criança desde os primeiros anos de vida, observando suas características e necessidades individuais.


A pediatra também mencionou o uso frequente de telas durante a infância e defendeu que diferentes aspectos do desenvolvimento sejam observados antes de qualquer conclusão.


O debate reforça a importância de avaliações cuidadosas e individualizadas, feitas por profissionais capacitados, para que cada família receba orientação adequada de acordo com as necessidades da criança.


Fonte: MidiaNews.

sábado, 26 de setembro de 2026

O dedo anular na mão esquerda e a aliança



 POR QUE DE SE USAR ALIANÇA NO QUARTO DEDO DA MÃO ESQUERDA?!


Há uma lenda que consegue explicar de uma maneira bonita e muito convincente:


Os polegares representam os pais. Os indicadores representam teus irmãos e amigos.O dedo médio representa a você mesmo. O dedo anelar (quarto dedo) representa o seu cônjuge. O dedo mindinho representa seus filhos. Agora junte suas mãos palma com palma, depois, une os dedos médios de forma que fiquem apontando a você mesmo, como na imagem….


Agora tenta separar de forma paralela seus polegares (representam seus pais) você vai notar que eles se separam porque seus pais não estão destinados a viver com você até o dia da sua morte, una os dedos novamente.

Agora tenta separar igualmente os dedos indicadores (representam seus irmãos e amigos), você vai notar que também se separam porque eles se vão, e tem destinos diferentes como se casar e ter filhos.


Tente agora separar da mesma forma os dedos mindinhos (representam seus filhos) estes também se abrem porque seus filhos crescem e quando já não precisam mais de nós se vão, una os dedos novamente.


Finalmente, tente separar seus dedos anelares (o quarto dedo que representa seu cônjuge) e você vai se surpreender ao ver que simplesmente não consegue separá-los. Isto se deve ao fato de que um casal está destinado a estar unido até o último dia da sua vida, e é por isso que o anel se usa neste dedo.


#EnsinamentosdePapaiNoel

#papainoelabiliomachado

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

EDUCAR NAO É AGRADAR

 


EDUCAR NÃO É AGRADAR


“Educar não é entreter.” era a crônica de uma colega a pouco...


Concordo.


Mas talvez essa frase precise de uma segunda parte:


educar também não é desagradar só para provar que estamos educando.


Porque existe uma confusão perigosa acontecendo.


Temos medo de que, ao tornar a aula interessante, acolhedora e prazerosa, estejamos transformando educação em entretenimento.


Não necessariamente.


O problema não é o aluno gostar de aprender.


O problema começa quando a obrigação de fazê-lo gostar passa a decidir o que ele vai aprender.


E aqui tocamos numa ferida que nem sempre é confortável.


Na escola particular, existe uma equação que não podemos fingir que não existe: o aluno estuda, mas quem paga é a família.


E quando a satisfação do cliente entra pela porta da escola, existe o risco de a autonomia pedagógica sair pela janela.


Porque se o aluno não gostou do professor, reclama-se.


Se achou a matéria difícil, reclama-se.


Se recebeu uma nota baixa, reclama-se.


Se ouviu um “não”, reclama-se.


E, dependendo da situação, quem acaba precisando se explicar não é quem precisa aprender, mas quem deveria estar ensinando.


Quando o aluno vira cliente, o professor pode deixar de ser educador para se tornar fornecedor de satisfação.


E isso é muito mais sério do que parece.


Porque educar é justamente oferecer aquilo que nem sempre queremos receber.


É ensinar limites.


É contrariar certezas.


É exigir esforço.


É permitir que alguém experimente a frustração de não saber — para depois descobrir o prazer de conseguir.


Uma criança que nunca pode ser contrariada não está sendo necessariamente acolhida.


Pode estar apenas sendo acostumada a acreditar que o mundo deve se adaptar a ela.


E a escola não deveria reproduzir essa ilusão.


Mas também não precisamos voltar à educação baseada no medo, na humilhação e naquele professor que acreditava que quanto mais sofrido fosse aprender, melhor seria o aprendizado.


É possível exigir sem humilhar.

É possível acolher sem mimar.

É possível ensinar com autoridade sem autoritarismo.

E é perfeitamente possível aprender com prazer sem transformar a escola em parque de diversões.


Talvez o verdadeiro desafio da educação não seja fazer o aluno gostar de tudo.


Talvez seja ajudá-lo a compreender que nem tudo precisa agradá-lo para fazer bem a ele.


Porque existe uma diferença enorme entre educar uma pessoa para o mundo...


e educar o mundo para agradar essa pessoa.


E talvez seja justamente aí que esteja uma das grandes feridas da educação contemporânea.

E fica uma pergunta para nós: estamos educando crianças para enfrentarem um mundo que nem sempre vai dizer “sim” a elas, ou estamos tentando construir uma escola onde elas nunca precisem ouvir “não”?


Porque educar não é fazer o mundo agradar nossos filhos.

É prepará-los para viver no mundo sem perder a capacidade de transformá-lo.


— Abilio Machado

Psicanalista e Psicoterapeuta

"Especialista no Ensino de Artes e na Docência de Teologia e Filosofia" 

#Educação #Educar #Psicanálise #Psicologia #AbilioMachado

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

A vida não vem com manual...

 

A VIDA NÃO VEM COM MANUAL


A vida é uma coisa engraçada.


Quando somos jovens, achamos que temos todas as respostas. Depois descobrimos que algumas perguntas mudam, outras ficam sem resposta e algumas… simplesmente deixam de fazer sentido.


A gente passa boa parte da vida tentando controlar tudo: o futuro, as pessoas, os acontecimentos, os sentimentos. Até perceber que a vida não assinou nenhum contrato conosco prometendo que tudo sairia como planejamos.


E aí começa uma espécie de sabedoria.


Não aquela sabedoria de quem sabe tudo, mas a de quem aprendeu a dizer:


“Isso eu não posso mudar. Mas posso escolher como vou atravessar.”


Talvez amadurecer seja exatamente isso.


Entender que nem toda perda é fracasso.

Que nem toda demora é abandono.

Que nem todo silêncio é rejeição.

Que algumas pessoas vão embora, outras ficam e algumas simplesmente deixam uma marca.


E que nós também mudamos.


Já fui muita coisa que hoje não sou mais. Já pensei de um jeito que hoje questiono. Já defendi certezas que a vida tratou de colocar em dúvida.


E tudo bem.


A vida não exige que sejamos perfeitos. Exige que sejamos verdadeiros com aquilo que estamos aprendendo a ser.


No fim das contas, talvez viver seja menos sobre encontrar todas as respostas e mais sobre aprender a fazer boas perguntas.


Quem estou me tornando?

O que realmente importa para mim?

Estou vivendo ou apenas cumprindo uma rotina?

Estou sendo bom comigo enquanto tento ser bom com os outros?


Porque existe uma diferença enorme entre simplesmente existir e realmente viver.


E talvez seja justamente aí que a filosofia encontra a psicologia, a espiritualidade encontra a experiência e a vida encontra sentido:


não precisamos entender tudo para continuar caminhando.


Às vezes, basta dar o próximo passo.


E, se possível, levar um pouco de fé, um pouco de coragem, algum bom humor…


E aceitar que, apesar de tudo, a vida ainda vale muito a pena.


— Abilio Machado

LULA GANHOU. E AGORA PSICANALISTA ?!

A pergunta que dr Saulo Verissimo trouxe é muito pertinente para a clínica, porque toca numa das fronteiras mais delicadas da psicanálise: c...