quarta-feira, 22 de julho de 2026

Tudo que eu tinha medo de perder, eu perdi...

 

Há uma frase que, quando deixa de ser apenas uma hipótese e se torna realidade, muda para sempre a forma como enxergamos a vida:


"Tudo que eu tinha medo de perder, eu perdi."


A psique costuma acreditar que a segurança está em controlar, reter e impedir as perdas. A fé, porém, nos ensina outro caminho: Deus não promete uma vida sem rupturas, mas uma presença constante em meio a elas.


Quando perdemos pessoas, saúde, sonhos, posições ou certezas, descobrimos que nossa identidade não pode estar fundamentada apenas naquilo que possuímos. É no vazio que muitas vezes encontramos a oportunidade de reconstruir quem realmente somos.


Paradoxalmente, algumas perdas não encerram uma história; elas inauguram uma nova. O sofrimento não é um fim em si mesmo, mas pode tornar-se um mestre quando nos conduz ao amadurecimento, à humildade e à confiança em Deus.


Talvez a pergunta mais importante não seja: "O que eu perdi?", mas "Quem estou me tornando depois de tudo o que perdi?"


"O Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor." (Jó 1:21)


Abilio Machado

Psicoarteterapeuta



NA CRUZ

Reflexões de Psicoteologia sobre a dor, a fé e a reconstrução da alma.

Abilio Machado

Psicoarteterapeuta

sábado, 18 de julho de 2026

Por que há pessoas que se afastam da família e amigos

 


Tem gente que não se afasta porque não gosta das pessoas. Se afasta porque tem medo de ser conhecida de verdade.

A vergonha cria uma prisão silenciosa. A pessoa acredita que, se alguém chegar perto demais, vai descobrir aquilo que ela tenta esconder. Então desaparece, evita intimidade, recusa convites e chama isso de personalidade.

Mas muitas vezes não é vontade de ficar sozinho. É medo de ser descoberto.

Vergonha não quer que você mude. Quer que você desapareça.

O problema começa quando você deixa de pensar “eu cometi um erro” e passa a acreditar “eu sou um erro”. Uma falha vira identidade, e quem se confunde com o próprio pior capítulo começa a enxergar o mundo inteiro como um tribunal.

Viktor Frankl ensinava que o ser humano nunca pode ser reduzido ao que sofreu ou ao que fez. Sempre existe dentro de nós a liberdade de escolher a próxima resposta.

A Chassidut vai ainda mais fundo. Existe em cada pessoa uma essência Divina que permanece inteira. Podemos cair, errar, nos perder e nos esconder, mas nada disso apaga aquilo que somos em nossa raiz.

Você pode ter feito algo que não combina com a sua alma. Isso não significa que perdeu a sua alma.

Talvez, quando alguém se aproximar, não encontre um monstro. Encontre apenas uma pessoa humana, ferida, tentando carregar sozinha algo que nunca deveria ter carregado em segredo.

Todo mundo tem partes que prefere não mostrar. Todo mundo conhece culpa, medo e contradição. Você não é o único tentando parecer inteiro enquanto reorganiza pedaços por dentro.

Não significa contar tudo para qualquer pessoa. Significa parar de viver escondido por acreditar que não merece ser amado.

Escolha uma pessoa segura e permita que ela conheça um pouco mais de você.

Às vezes, a liberdade não começa quando todos nos aceitam.

Começa quando finalmente paramos de fugir de nós mesmos.



terça-feira, 14 de julho de 2026

A leveza que não é leve.

 


A Leveza Que Não É Leve

Por Abilio Machado - Psicanalista e Psicoarteterapeuta 

Há pessoas que parecem atravessar a vida com uma serenidade invejável. Estão sempre tranquilas, sorrindo, dizendo que "não vale a pena se estressar". Mas, quando olhamos mais de perto, percebemos que essa leveza nem sempre nasce da maturidade. Muitas vezes, ela é apenas o resultado de um peso que foi cuidadosamente colocado sobre os ombros de alguém.


Na clínica psicanalítica, aprendemos que aquilo que não conseguimos elaborar tende a ser projetado. A culpa que não suportamos, a responsabilidade que recusamos, a dor que evitamos e até os nossos fracassos acabam sendo depositados no outro. É um mecanismo inconsciente de defesa: para aliviar a própria tensão, fazemos do outro um depósito de nossas angústias.


É por isso que algumas pessoas parecem tão leves. Não porque aprenderam a carregar a própria cruz, mas porque convenceram alguém a carregá-la por elas.


São pais que entregam aos filhos a missão de realizar sonhos que nunca conseguiram viver. Líderes que distribuem responsabilidades, mas recolhem apenas os méritos. Relacionamentos em que um assume o trabalho emocional enquanto o outro desfruta da estabilidade construída pelo parceiro. Ambientes onde um adoece para que todos os demais permaneçam aparentemente saudáveis.


Essa leveza é ilusória.


Quem transfere constantemente seus fardos não amadurece. Apenas adia o encontro consigo mesmo. E quem aceita carregar o peso de todos acaba, cedo ou tarde, perdendo a própria identidade, vivendo uma exaustão que sequer consegue explicar.


Carl Gustav Jung dizia que aquilo que não trazemos à consciência aparece em nossa vida como destino. O peso que hoje lançamos sobre alguém inevitavelmente voltará, porque nenhuma projeção substitui o trabalho de elaborar a própria história.


Existe uma diferença enorme entre compartilhar um fardo e abandoná-lo nas costas de outra pessoa. Compartilhar é um gesto de amor. Transferir é um ato de fuga.


Talvez a verdadeira leveza não esteja em ter menos peso, mas em desenvolver ombros capazes de sustentar aquilo que realmente nos pertence.


Porque, no fim das contas, é muito fácil parecer leve quando se sobrecarrega os outros. A verdadeira leveza nasce quando cada um aprende a carregar, com dignidade, o próprio fardo.

Essa reflexão dialoga tanto com a psicanálise quanto com a vida cotidiana, convidando o leitor a perguntar não apenas "quem está colocando peso sobre mim?", mas também "quais pesos meus eu tenho deixado que os outros carreguem?". Afinal, maturidade é reconhecer a diferença entre pedir ajuda e terceirizar a própria responsabilidade.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Quando um país deixa de ler, começa a esquecer como pensar

 


Quando um país deixa de ler, começa a esquecer como pensar

Por Abilio Machado 

A mais recente edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil trouxe um dos dados mais preocupantes das últimas décadas: pela primeira vez, os brasileiros que não leram nenhum livro nos três meses anteriores à pesquisa (53%) superaram aqueles considerados leitores (47%). Em apenas quatro anos, o Brasil perdeu aproximadamente 6,7 milhões de leitores. O dado não afeta apenas o mercado editorial ou as estatísticas educacionais; ele revela transformações profundas na forma como a sociedade se relaciona com o conhecimento.


Quando observamos esse cenário, surge uma pergunta inevitável: como podemos imaginar um futuro melhor se estamos lendo cada vez menos?


A leitura não é apenas um instrumento de acesso à informação. Ela é uma prática que desenvolve a capacidade de reflexão, amplia o vocabulário, fortalece a memória, estimula a criatividade e favorece a compreensão da complexidade humana. Ler é muito mais do que decifrar palavras; é exercitar a capacidade de pensar.


Sob a perspectiva psicológica, a leitura mobiliza funções cognitivas sofisticadas, como atenção sustentada, interpretação, imaginação, planejamento e pensamento abstrato. Diferentemente dos conteúdos rápidos consumidos nas redes sociais, o livro exige permanência. Ele convida o leitor a desacelerar, acompanhar raciocínios mais longos e conviver com a dúvida antes de alcançar uma conclusão.


Entretanto, é importante compreender que a leitura não nasce espontaneamente. Ela se conquista através do hábito. Ninguém nasce leitor. Torna-se leitor. E esse processo não ocorre por imposição, mas pela repetição de experiências significativas com os livros.


O hábito da leitura é semelhante ao cultivo de um jardim. Ele exige tempo, constância e cuidado. Quanto mais se lê, mais natural a leitura se torna. Quanto menos se lê, mais distante ela parece. Por isso, a formação de leitores depende não apenas da escola, mas também da família, da comunidade e da valorização cultural dos livros.


Nesse ponto, surge outra questão frequentemente levantada: será que as novas gerações perderam a curiosidade?


Talvez a resposta seja não.


Os jovens continuam curiosos. Nunca houve tanta busca por informação, tutoriais, vídeos explicativos, conteúdos sobre tecnologia, ciência, arte e entretenimento. A curiosidade permanece viva. O que mudou foi a forma como ela é alimentada.


A diferença é que vivemos em uma cultura marcada pela velocidade. As respostas chegam em segundos. Os vídeos duram poucos minutos. Os algoritmos oferecem novidades incessantemente. O problema não parece ser a ausência de curiosidade, mas a dificuldade crescente de sustentar a atenção por períodos mais longos.


Assim, talvez estejamos diante não de uma crise da curiosidade, mas de uma crise da profundidade.


As pessoas continuam fazendo perguntas, mas encontram cada vez menos espaço para permanecer diante das respostas. E a leitura, especialmente a leitura de livros, exige exatamente isso: permanência, concentração e reflexão.


Sob o aspecto social, uma população que lê menos tende a reduzir seu contato com diferentes perspectivas de mundo. Livros permitem viajar por culturas, épocas e experiências humanas distintas. Quando essa experiência diminui, aumenta o risco de interpretações simplificadas da realidade, de polarizações e da dificuldade de compreender a complexidade dos fenômenos sociais.


Politicamente, a questão também merece atenção. Uma sociedade que lê pouco torna-se mais vulnerável à desinformação, aos discursos simplistas e às narrativas que dispensam reflexão crítica. A leitura não torna ninguém automaticamente sábio ou virtuoso, mas amplia a capacidade de analisar argumentos, comparar ideias e construir opiniões fundamentadas.


É importante reconhecer que esse cenário não pode ser atribuído a um único governo, partido ou corrente ideológica. Trata-se de um fenômeno multifatorial, resultado das transformações tecnológicas, das mudanças nos hábitos culturais, das desigualdades educacionais e das políticas públicas desenvolvidas — ou negligenciadas — ao longo de décadas.


Talvez a pergunta mais importante não seja apenas por que os brasileiros estão lendo menos. Talvez devêssemos perguntar o que acontece com uma sociedade quando ela perde, aos poucos, o hábito de dedicar tempo à reflexão profunda.


O futuro de uma nação não depende apenas de sua economia, de sua tecnologia ou de seus recursos naturais. Depende também da sua capacidade de formar cidadãos que pensem, interpretem, questionem e compreendam.


Porque a leitura não é apenas um caminho para o conhecimento.


É um exercício diário de liberdade intelectual.


E toda sociedade que deixa de ler corre o risco de delegar a outros a tarefa de pensar por ela.


Referências


Instituto Pró-Livro. Retratos da Leitura no Brasil – 6ª edição.


Fundação Itaú. Observatório da Leitura – Retratos da Leitura no Brasil.


Câmara Brasileira do Livro (CBL). Mais da metade dos brasileiros não lê livros, aponta pesquisa.


Freire, Paulo. A Importância do Ato de Ler. São Paulo: Cortez Editora.


Wolf, Maryanne. O Cérebro no Mundo Digital. Editora Contexto.

Imagem: Mural da Literatura no Rio de Janeiro desenvolvida pelo artista plástico Cobra 

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Quando a mudança incomoda mais do que a injustiça



 Quando a mudança incomoda mais do que a injustiça


Existe um fenômeno curioso nas relações humanas: muitas pessoas percebem rapidamente quando você muda, mas raramente se perguntam o que o levou a mudar.


É comum ouvir alguém dizer: "Você não é mais o mesmo." O que quase nunca se escuta é: "Será que fiz algo que contribuiu para essa mudança?"


Na psicologia, sabemos que o comportamento humano é influenciado pelas experiências vividas. Ninguém se torna mais desconfiado, mais reservado ou mais cauteloso por acaso. Muitas vezes, essas mudanças são respostas a repetidas decepções, desrespeitos, manipulações, críticas constantes ou falta de reciprocidade.


Isso não significa que devemos viver culpando os outros por tudo. Cada pessoa é responsável pela maneira como reage às circunstâncias. No entanto, também é verdade que toda relação produz efeitos. O modo como tratamos alguém pode fortalecer sua autoestima ou feri-la; pode gerar confiança ou medo; pode incentivar a aproximação ou provocar o afastamento.


Infelizmente, existe uma tendência muito humana de julgar apenas o resultado, ignorando o processo. Critica-se a frieza de alguém sem conhecer as feridas que ela precisou esconder. Condena-se o silêncio, mas ninguém se lembra das vezes em que aquela pessoa falou e não foi ouvida. Reclama-se da distância, esquecendo quantas portas foram fechadas antes.


Isso nos convida a uma reflexão importante: antes de apontarmos o dedo para a mudança de alguém, talvez devêssemos olhar para a qualidade da nossa presença na vida dessa pessoa.


Ao mesmo tempo, essa reflexão também serve para quem mudou. Nem toda mudança é saudável. Há transformações que representam amadurecimento, estabelecimento de limites e preservação da saúde emocional. Outras, porém, podem nos tornar amargos, endurecidos e incapazes de confiar novamente.


A verdadeira evolução não consiste em deixar que as dores definam quem somos, mas em aprender com elas sem perder nossa essência. É possível colocar limites sem perder a bondade. É possível dizer "não" sem deixar de amar. É possível proteger o coração sem transformá-lo em uma fortaleza intransponível.


Mudar faz parte da vida. A questão não é se vamos mudar, mas em quem estamos nos tornando durante esse processo.


Que nossas experiências nos tornem mais sábios, e não mais cruéis; mais conscientes, e não mais indiferentes; mais fortes, sem deixarmos de ser humanos.


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Abilio Machado

Psicoterapeuta | Arte-educador

📞 (41) 99845-1364 | (41) 99635-3923

📷 Instagram: @psicoterapeutaabiliomachado



Referência bibliográfica:

Machado de Lima Filho, Abilio. Ser bom não é ser perfeito: a coragem de existir com limites. Campo Largo: Produção independente, 2026.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Aos fofoqueiros de plantão....



Há pessoas que passam horas comentando a vida alheia porque ainda não descobriram um propósito para a própria existência.


Se falam mal de você, não se desespere. Na maioria das vezes, a crítica revela muito mais sobre quem a faz do que sobre quem a recebe.


Quem está ocupado construindo sonhos, aprendendo, trabalhando, servindo e evoluindo dificilmente encontra tempo para alimentar a inveja, a fofoca ou a maldade.


Aceite uma verdade libertadora: você não nasceu para agradar todo mundo. Nem todos compreenderão suas escolhas. Nem todos celebrarão suas vitórias. E isso não diminui o seu valor.


O problema nunca foi ser criticado. O verdadeiro perigo é abandonar sua essência para conquistar a aprovação de pessoas que jamais estarão satisfeitas.


Permaneça fiel aos seus princípios. Faça o que é certo, mesmo quando ninguém estiver aplaudindo. Caminhe com a consciência em paz, porque ela vale mais do que qualquer elogio passageiro.


No fim das contas, a opinião dos outros não determina o seu destino. O que constrói o seu futuro são suas decisões, sua coragem, seu caráter e sua perseverança.


Se falam mal de mim, tudo bem.


Pior seria precisar diminuir alguém para me sentir maior.


Prefiro ser criticado por viver a verdade do que elogiado por representar uma mentira.


E você, o que pensa sobre isso? 👇

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Pérolas aos Porcos - uma análise

Pérolas aos Porcos

Por Abilio Machado 

Há uma expressão que atravessou séculos e continua desconcertantemente atual: "não lançar pérolas aos porcos". Ela nasce das palavras de Jesus, registradas em Mateus 7:6:


"Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem."


À primeira vista, o texto pode parecer duro. Contudo, sua intenção não é ensinar desprezo pelas pessoas, mas discernimento sobre onde investimos aquilo que temos de mais precioso.


As pérolas representam tudo aquilo que possui valor: a sabedoria adquirida com lágrimas, a sensibilidade da arte, o conhecimento construído com esforço, a confiança oferecida a alguém, o amor sincero, a fé amadurecida e até o tempo, esse bem que jamais recuperamos.


Os porcos, por sua vez, não simbolizam pessoas inferiores, mas aqueles que, naquele momento da vida, são incapazes de reconhecer o valor do que recebem. Para um porco, uma pérola não passa de uma pedra. Ele não distingue seu brilho, sua raridade ou seu preço. Pior ainda: pode pisoteá-la e, sentindo-se incomodado, voltar-se contra quem a ofereceu.


A psicologia ensina que cada pessoa só consegue acolher aquilo para o qual está emocionalmente preparada. Não adianta oferecer maturidade a quem escolheu permanecer na superficialidade, nem entregar confiança a quem fez da deslealdade um hábito. Quando insistimos nisso, frequentemente transformamos generosidade em frustração.


A teologia complementa esse pensamento ao mostrar que até Jesus sabia discernir quando falar, quando silenciar e quando simplesmente seguir caminho. Nem todos estavam prontos para ouvir. Nem todos desejavam compreender. O Reino de Deus jamais foi imposto; ele sempre foi apresentado àqueles que tinham ouvidos para ouvir.


Talvez uma das maiores demonstrações de sabedoria espiritual seja compreender que nem todo terreno está pronto para receber sementes, assim como nem toda pessoa está preparada para receber pérolas.


Isso não significa endurecer o coração, tornar-se arrogante ou deixar de amar. Significa apenas aprender que amor também é discernimento. Há momentos em que proteger aquilo que Deus confiou às nossas mãos é um ato de responsabilidade.


Se alguém não valoriza sua amizade, sua dedicação, sua arte, sua escuta, sua experiência ou sua presença, talvez o problema não esteja na qualidade da pérola, mas na incapacidade de quem a recebeu de reconhecer seu valor.


Existem pessoas que olharão para uma pérola e enxergarão apenas uma pedra. Outras, porém, verão nela um tesouro.


Por isso, não desperdice aquilo que há de mais precioso em você tentando convencer quem decidiu permanecer cego ao seu brilho. Guarde suas pérolas para aqueles que sabem contemplar sua beleza, honrar seu valor e agradecer pelo privilégio de recebê-las.


Porque Deus não nos chamou para desperdiçar tesouros, mas para administrá-los com sabedoria.


Referência bíblica: Mateus 7:6.


Referência bibliográfica:

Machado de Lima Filho, Abilio. Ser bom não é ser perfeito: a coragem de existir com limites. Campo Largo: Produção independente, 2026.


Contato:

📞 (41) 99845-1364 | (41) 99635-3923

📷 Instagram: @psicoterapeutaabiliomachado

Caráter não se negocia

  Caráter não se negocia Vivemos em um tempo em que, muitas vezes, somos convidados a abrir pequenas exceções aos nossos próprios valores. “...