Há uma frase que, quando deixa de ser apenas uma hipótese e se torna realidade, muda para sempre a forma como enxergamos a vida:
"Tudo que eu tinha medo de perder, eu perdi."
A psique costuma acreditar que a segurança está em controlar, reter e impedir as perdas. A fé, porém, nos ensina outro caminho: Deus não promete uma vida sem rupturas, mas uma presença constante em meio a elas.
Quando perdemos pessoas, saúde, sonhos, posições ou certezas, descobrimos que nossa identidade não pode estar fundamentada apenas naquilo que possuímos. É no vazio que muitas vezes encontramos a oportunidade de reconstruir quem realmente somos.
Paradoxalmente, algumas perdas não encerram uma história; elas inauguram uma nova. O sofrimento não é um fim em si mesmo, mas pode tornar-se um mestre quando nos conduz ao amadurecimento, à humildade e à confiança em Deus.
Talvez a pergunta mais importante não seja: "O que eu perdi?", mas "Quem estou me tornando depois de tudo o que perdi?"
"O Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor." (Jó 1:21)
Abilio Machado
Psicoarteterapeuta
NA CRUZ
Reflexões de Psicoteologia sobre a dor, a fé e a reconstrução da alma.
Abilio Machado
Psicoarteterapeuta

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